Resenha: Jack – O Caçador de Gigantes – Bryan Singer


7# – Sábado

É, parece que nem só de maravilhas vive o mundo. Depois de assistir vários filmes ótimos essa semana tive uma pequena surpresa. E não foi positivamente boa. Mesmo depois de ler várias críticas ruins do filme ainda tive vontade de ver, até porque a opinião dos outros pode não ser a mesma  que a nossa, e o que funciona pra um pode não servir pra outros. E tinha o fato de ter assistido Dezesseis Luas que recebeu criticas ruins mas ainda assisti e achei bem divertido. Só que dessa vez a coisa foi diferente; os críticos tem razão: é uma porcaria! Sorry, but true!

Dirigido por Bryan Singer Jack – O Caçador de Gigantes (Jack: The Giant Slayer, 2013) o filme leva a premissa do conto do João e o Pé de Feijão, só que aqui João é Jack, um garoto de 18 anos, camponês/meeiro e que vive com seu tio numa fazenda. Como todos sabem a vida deles é difícil, e desde que seu pai morreu Jack só tem seu tio, um velho bem chato, pra falar claro. Até que ele tem que ir na cidade vender seu cavalo (aqui não é vaca) e acaba trocando com um monge seu cavalo e em troca recebe feijões que não podem ser molhados. Quando chega em casa leva uma bronca do seu tio que irritado vai até a cidade.  Jack fica sozinho e quando anoitece recebe a visita da princesa que tinha fugido do palácio e como tinha começado a chover precisava de um lugar pra ficar. Resumindo, o feijão molha, cresce e a princesa vai junto. E é obvio que ele irá salva-lá junto dos guardas do rei.

Me cansa só de ter que escrever essa resenha porque o filme tem muitos pontos negativos, como por exemplo, personagens mal construídas que não tem chance de crescimento ou melhora, só não é pior porque os atores tem algum carisma fazendo as personagens menos chatas e irritantes. Como por exemplo Wicke (Ewen Bremner, ótimo), que é o braço direito de Roderick, futuro marido da princesa, nas poucas cenas que aparece diverte com suas perguntas bobas mas que fazem sentido, como quando ele pergunta o porquê das pessoas gritarem antes de morrer. Só achei que ele ficaria bastante no filme mas nos trinta minutos iniciais ele já se vai. O rei Brahmwell (Ian MacShane) é bem nada a ver e me irritou algumas vezes por ser tão besta. Roderick ao menos consegue deixar a gente com raiva da personagem, que mesmo assim é uma porcaria. Crawe (Eddie Marsan) é até carismático.

Mas quem salva mesmo é o trio: Jack, interpretado pelo engraçado Nicholas Hoult; Isabelle, vivida pela agradavel Eleanor Tomlinson; e Elmont, que Ewan McGregor entrega de boa vontade. Esses três são o ponto alto do filme já que são engraçados e divertidos e te faz esquecer da roteiro mal feito e idiota. Nicholas mantém aquele mesmo jeito natural dele que consegue agradar e não dar tédio; Eleanor é bonita e traz uma princesa simples que é salva pelo carisma da atriz; e tem Ewan que a personagem que mais gostei.

Infelizmente o filme perde mais ainda quando se fala em roteiro, que parece ter sido feito as pressas e de qualquer maneira mesmo. O modo como as coisas vão acontecendo fica cada vez pior e tonto. A forma como eles derrotam os gigantes é ridículo. Será que cinco gigantes não são mais fortes que 50 homens juntos puxando uma corda? Enrolam, enrolam até que uma hora os gigantes dão um puxãozinho e derrubam a ponte. O filme se leva a sério demais com um roteiro de menos, com uma história que não se decide no qual é a intenção. Se só isso bastasse… Os $ 200 milhões gastos pra fazer o filme parecem que foram afanados porque os gigantes parecem borrachudos e com artrose em todo o corpo, não conseguem andar de forma fluida. O que salva são as imagens criadas, a cachoeira por exemplo é muito bonita.

Taí um filme pra não se assistir, a menos que você não esteja nem aí pra estória. Nem efeitos, nem os gigantes conseguem segurar a barra do filme, isso é explicito ao ver que o filme foi mal nas bilheterias. Bem feito, da próxima vez que forem fazer um filme sem roteiro façam pelo menos   efeitos melhores e não tão falsos. Porque as pessoas podem não ligar pra estória mas desejam ao menos gráficos belíssimos!

É isso pessoal, comentem! Até :).

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2 pensamentos sobre “Resenha: Jack – O Caçador de Gigantes – Bryan Singer

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