Resenha: As Crônicas de Nárnia – O Sobrinho do Mago – C. S. Lewis

Titulo: 1# O Sobrinho do Mago

Série: As Crônicas de Nárnia

Escritor(a): C. S. Lewis

Editora: Martins Fontes

Paginas: 98 (Volume Único)

Ano: 2002

A aventura começa quando Digory e Polly vão parar no gabinete secreto do excêntrico tio André. Ludibriada por ele, Polly toca o anel mágico e desaparece. Digory, aterrorizado, decide partir imediatamente em busca da amiga no Outro Mundo. Lá ele encontra Polly e, juntos, ouvem Aslam cantar sua canção ao criar o mundo encantado de Nárnia, repleto de sol, árvores, flores, relva e animais.

Já faz um tempo que eu estava querendo ler As Crônicas de Nárnia, e poder ver se era bom ou ruim – mesmo já achando bom antes – e comparar também com os filmes lançados. Na questão filme eu ainda não posso dizer muita coisa pois estou no comecinho do segundo livro em ordem cronológica: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, que está se mostrando bem promissor. Enfim, o primeiro livro é muito bom, prende a atenção e não tem aquelas barriguinhas – enche linguiça – e coisa e tal.

Digory é um menino que vive triste por causa da doença da sua mãe, da ausência do seu pai que esta trabalhando na Índia, e por estar morando com um tio louco, que diz ser feiticeiro. Até que ele faz amizade com Polly, sua vizinha, com quem troca algumas faiscas no inicio mas depois viram amigos. Ela mostra um túnel que tem na sua casa e que passa por toda as casas da rua. Os dois resolvem ir numa casa abandonada mas acabam calculando errado a distancia e entram no escritório do Tio André, que engana Polly e faz ela tocar num anel e desaparecer. Digory cobra explicações do tio, e depois de ouvir tudo o que seu tio tem a dizer vai atras dela. Juntos eles descobrem um bosque magico, um mundo com uma rainha perversa, e mais importante ainda, conseguem ver a criação de Nárnia.

O que eu reparei no livro e achei muito bom é o fato de como ele ser pequeno o escritor não fica enchendo as paginas com descrições gigantes, ou coisas sem importância. Tudo é muito sutil. As descrições não são chatas nem arrastadas. Não tem uma parte sequer com enrolação. Isso é muito bom num livro porque faz a gente sempre ficar com aquela vontade de ler, coisa que em muitos livros não acontece, ta naquela cena envolvente, contagiante, e de repente, entra uma descrição chata ou coisa parecida.

As personagens não me cativaram nem um pouco. Era como se eu torcesse pra elas só por só ter elas como protagonistas. Não senti uma empatia muito grande, coisa que eu acho meio chatinha num livro. A Polly é legal mas só, assim como Digory. O tio eu acho que era pra ser um alivio cômico que não deu certo; ele era louco numa forma não tão cativante – me lembrou o Jim Carey no filme Desventuras em Série, só quem sem muita graça -, e por vezes ele se mostrou meio misógino.

Mas tudo isso é ofuscado pela forma como o C. S. Lewis narra a estória, sempre com doses de humor e fantasia bem infantil. Afinal, é um livro infantil, até por isso o tamanho da estória. Mas não infantil como algo bobo e sim infantil como algo que só alguém que entende as crianças e tem um balde de imaginação consegue fazer. É simples e divertido.

Uma coisa que eu fiquei matutando um pouco foi que esse livro serve apenas como uma introdução explicativa de como surgiu Nárnia, e queria saber como eles vão criar um filme com esse livro, ja que esse não tem uma grande estória. Tem mas não tem, sabe? Sei la, esse livro foi feito porque o Lewis achou que tinha ficado algumas coisas sem explicação nos outros livros, e então eu achei que serve apenas pra isso, pra explicar, porque eu não vi uma estória igual aos outros livros. Eu imaginei ele sendo juntado com outro livro, ele sendo o inicio e depois o outro filme.

Outra coisa que eu achei nada ver é que o próximo filme vai ser esse livro que ordem cronológica é o primeiro e na de publicação é o sexto, e os filmes até então estava seguindo a ordem de lançamento. Vamos ver como vai ficar! Pena que esse livro não teve a mesma sorte que a série do Harry Potter, Crepúsculo, e Jogos Vorazes teve, de ter um filme quase todo ano, ou todo ano.

Mas é isso, leiam porque é muito bom mesmo. Leitura rápida e gratificante.

Isso é tudo pessoal! Até! :).

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Resenha: J. K. Rowling Uma Biografia do Gênio por Tras de Harry Potter – Sean Smith

Titulo: J K Rowling – Uma Biografia do Gênio por Tras de Harry Potter

Escritor(a): Sean Smith

Editora: Sextante

Paginas: 175

Ano: 2003

Criadora do mais famoso personagem da ficção contemporânea, J. K. Rowling é também autora de sua própria libertação de uma existência deprimente, à beira da penúria. A história da mulher sossegada, que se distancia de tudo e escreve durante horas sentada à mesa de um bar enquanto sua filhinha dorme tranqüila no carrinho, pode ter-se tornado um clichê, mas pode também servir de inspiração para milhões de pessoas.

A vida da escritora mais famosa da década não foi nada fácil: uma vida que parecia sem esperança, um relacionamento turbulento, falta de dinheiro, falta de emprego e simplesmente tocante. É assim que podemos resumir a vida de J. K. Rowling, a primeira escritora a ficar bilionária escrevendo algo que modificaria a vida de várias pessoas. De crianças à adultos; velhos e jovens. Não tem quem nunca tenha ouvido falar sobre ela ou seu magnus opus: Harry Potter e seus sete livros mágicos. Se você acha que só porque é bilionária a vida dela foi menso sofrida do que a sua está na hora de conhecer um pouco mais.

É legal saber um pouco do processo de escrita da Rowling, apesar de o livro não focar nessa parte. É na vida que ela teve que o livro se agarrra, na vida amorosa e complicada. É meio estranho quando eu li e vi que ela sofreu muito quando la em Portugal começou a namorar um homem que viria lhe expulsar de casa as cinco da manhã. De que passou alguns anos da sua vida na pobreza, tendo que depender de ajuda do governo e sofrendo por não poder dar mais brinquedos à sua filha. Eu pude sentir o que ela passou quando tinha que pegar as 69 libras que o governo dispunha por semana, as pessoas olhando e pensando o pior dela.

Mas é também legal pensar que nunca faltou amigos, com quem teve várias aventuras e que depois agradeceu-os concedendo dedicatórias e personagens em homenagem a eles.

A vida dela com a mãe e o pai foi boa, só não melhor, pela morte prematura de sua mãe que deixou a triste e desolada. O que ajudou a entrar em depressão, que gerou os dementadores. É interessante ler o que a inspirou na hora da escrita, quando passava seus dias no Nicholsons Café, com sua filha do lado dormindo.

Enfim, leiam e releiam, como eu fiz. Não vão se arrepender, principalmente se você quiser escrever um livro. Fiquei tão feliz quando ela foi aceita pela Bloomsbury, como se tivesse sido eu.

Ta uma porcaria de resenha. Leia! Não é sempre que estou inspirado; qualquer coisa eu rescrevo essa resenha mal feita depois.

#1 – Ônibus Londrino Transportadora LMTD.

Começamos o mês fazendo investimentos pesados para o blog. Aham!

Começamos com um livro, mas não qualquer livro, e sim: As Crônicas de Nárnia – Volume Único, reunindo todas as sete brilhantes histórias escritas pelo C. S. Lewis. E posso dizer que estou ansioso para a leitura do mesmo. Parece ser bem divertido e ainda  já sei que tenho sete resenhas me aguardando.

E continuamos com…

 

Pausa para diálogo:

– O quê?

– Só tem isso!

– Mas… como assim? Cade o dinheiro do investimento?

– É que… bem é… então, é assim…!

– Ta tudo claro agora. Nem diga nada! Gastou tudo, néah? Ok.

Termino do dialogo.

 

Pelo visto só temos esse livro mesmo, já que o investimento foi gasto com sorvete e doces provavelmente. Mas tudo bem porque são sete histórias que equivalem a sete livros e sete resenhas. Ta difícil encontrar pessoas resistentes à doce e sorvete!

 

Produtos:

 

As Crônicas de Nárnia (Volume Único)

C. S. Lewis.

792 paginas.

Martins Fontes.

 

Bem, a compra foi essa, e isso é tudo pessoal. Por hoje! Até! :).

Resenha: A Dama do Lago – Raymond Chandler

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Titulo: A Dama do Lago (The Lady in the Lake, 1943)

Escritor(a): Raymond Chandler

Editora: L&PM Pocket Noir

Paginas: 272

Ano: 2002

Duas mulheres jovens e bonitas abandonam seus maridos e desaparecem. Philip Marlowe investiga o caso e descobre um cadáver num lago. 

Um gigolô mal-humorado, tiras inconvenientes, curiosos e corruptos se atravessam no seu caminho. A dama do lago é um dos clássicos da literatura americana, tendo consagrado o gênero noir, onde se destacaram também grandes autores como Dashiell Hammett, David Goodis, Ross Macdonald, entre outros.

Finalmente terminei de ler esse livro, depois de mais de dois meses de leitura. Eu começava e parava, tentava e não conseguia, e estava quase enlouquecendo por tanto demorar. Fiquei surpreso porque nunca tinha lido um livro que demorei tanto pra terminar. Enfim, entre idas e vindas, consegui e agora posso resenhar. Clap! Clap! Mas vamos ao resumo:

Philip Marlowe é um detetive que foi contratado por Derace Kingsley, o dono de uma empresa, para encontrar o paradeiro de sua esposa Crystal Kingsley que estava desaparecida havia um mês. Para encontrar pistas foi até o local que ficava o chalé dos Kingsley e lá encontrou um homem não muito velho – que nem lembro o nome depois de meses lendo – que era adepto a uma cachaça e que estava a procura de sua Muriel sumida também havia um mês. Enquanto vasculhavam o local perto do lago um corpo subiu até a superfície da água, começando aí a busca pelas respostas. De quem é o corpo? Quem matou? Por quê? Esses segredos são revelados – óbvio, não – conforme vamos aprofundando na leitura e nunca sabemos em quem realmente confiar. Entre gigolôs, detetives, policiais e muito mistério fica difícil apontar com certeza o culpado.

O livro é bom e não nego, mas é muito enrolado no inicio. Mesmo quando o corpo apareceu eu não fiquei com aquela curiosidade e ansiedade em saber de quem era o corpo ou quem era o assassino(a). É obvia que tive uma curiosidade minima, mas não foi aquilo de querer virar a página desesperadamente pra acompanhar. Só pra ter noção eu li: A Estrada da Noite e Christine, que juntos tem 1000 paginas, enquanto tentava terminar a leitura do bendito. Ou seja, preguiça não era!

Pelos menos eu tive em quem escorar enquanto lia. O detetive Marlowe é cheio de graça e tem resposta pra tudo. Mas não é aquela resposta simples, é carregada de sarcasmo e uma pitada de acidez. Sem duvidas é a melhor personagem do livro e a unica que conseguimos criar uma maior empatia porque os outros servem apenas como figurantes. E é engraçado eu ter gostado da balconista que nem fala tem, isso só pela descrição do Marlowe.

Uma coisa positiva do livro foi que as falas geralmente são inteligentes e divertidas. Apesar de algumas horas acharem que descobrem certas coisas do nada, mas as vezes, por eu ter demorado tanto pra ler eu tenha esquecido de alguma passagem.

Enfim, depois que falei que não leria outro livro enquanto não terminasse de ler esse (e não paro de ler um livro mesmo sendo ruim) eu peguei e em uma semana terminei. E digo que não me arrependi! Apesar do inicio lento e chato, o final é interessante e impactante mesmo não sendo o melhor e mais maravilhoso. Não acertei quem era o assassino, na verdade só tive certeza um paragrafo antes da revelação.

O livro é bom, interessante e divertido, mas vá preparado pra se cansar um pouco no começo porque depois que você vai chegando no final o livro vai ganhando outro ar, com mais ação e aventura. Boa leitura!

Até a próxima resenha. Curtam, twittem e comentem. Até! :).