Resenha: Trocada (Série – Trylle) – Amanda Hocking

Titulo: Trocada (Série Trylle)

Escritor(a): Amanda Hocking

Editora: Rocco

Páginas: 328

 

Wendy Everly não teve uma vida fácil. Seu pai morreu quando ela tinha cinco anos e sua mãe tentou matá-la durante sua festa de aniversário de seis anos. Criada pelo irmão mais velho e por uma tia, ela não se enquadrou em lugar algum: sempre teve dificuldades para fazer amigos e, dona de um gênio intempestivo, passou por algumas escolas e cidades, nunca realmente se adequando ao mundo à sua volta, sentindo que algo está faltando sem saber o quê. Mas quando Finn Holmes, um bonito e misterioso jovem, entra na vida da adolescente, Wendy descobre que seu lugar não é entre humanos ela é uma troll da tribo Trylle, uma princesa criada longe de sua verdadeira família em Trocada, primeiro livro da trilogia Trylle, bestseller de Amanda Hocking, autora que já vendeu mais de um milhão de livros no mundo inteiro e que a Rocco publica no Brasil.

Mal-humorada, baixinha, cabelos que teimam em ficar desarrumados, aos 17 anos Wendy não lembra em nada o irmão mais velho, Matt, ou a mãe, Kim, que está internada em um sanatório pela tentativa de assassinato da filha. Criada pela tia, Maggie, a adolescente tem rompantes de raiva e já foi expulsa de diversas escolas, o que levou a família a se mudar de cidadezinha em cidadezinha nos Estados Unidos. Apesar da certeza de ser amada por Matt e Maggie, a jovem não consegue esquecer as palavras de Kim, que a acusou de não ser sua filha e de ter tomando o lugar do menino que ela esperava. De alguma forma, Wendy sente que não pertence a lugar algum, embora não consiga entender a origem de sua insatisfação.

As dúvidas da menina aumentam à medida que ela se aproxima de Finn, o único que parece perceber a inquietação de Wendy. Mas ele também não é um jovem comum: Finn é um rastreador, um troll à procura de changelings, crianças trolls trocadas secretamente por humanas durante o nascimento e levadas de volta para casa quando estão prestes a alcançar a idade adulta. E Wendy é uma changeling especial, a filha da rainha Elora de Förening, a bela capital dos Trylle, à margem do Rio Misssouri, em Minnesota é um mundo mágico que espera ansioso o retorno de sua princesa.

Incrédula quanto à sua origem, Wendy acaba aceitando a verdade quando Finn descobre que ela tem o poder da persuasão, o dom de controlar a mente de outras pessoas e que é uma característica de alguns membros de sua espécie. Aos poucos, ela vai percebendo que vários traços de sua personalidade, como o mau humor e a impaciência, e alguns hábitos, como não gostar de comer alimentos processados, são típicos dos trolls.

Mas conhecer suas origens e deixar Matt e Maggie em definitivo não significa que Wendy encontre paz de espírito. Elora está longe de ser a mãe amorosa com quem ela sonhava e a jovem sofre com o rígido código de conduta da corte de Förening. Para piorar a situação, Finn faz de tudo para se afastar da adolescente, que fica chocada com a ganância de seu povo e é reprimida ao se aproximar dos mänskligs, os humanos trocados pelos bebês trolls. Isso sem falar nos Vittra, a tribo rival disposta a derrubar os Trylle e tomar Förening, destruindo tudo e todos no caminho… inclusive Wendy, em uma trama que faz jus ao sucesso mundial de Trocada.

 

Enquanto eu procurava dicas de como escrever um livro, publicar e divulgar (coisas do tipo), sei lá como, fui parar na Amazon e seu KDP (Kindle Direct Publishing) e descobri a primeira pessoa a ficar milionária vendendo livros na Amazon – sem editora – por conta. Obviamente fiquei com curiosidade e procurei informações sobre a Amanda Hocking e seus livros; encontrei essa série e mais outras (ela tem mais de 19 livros publicados). Falemos desse primeiro de uma trilogia.

Wendy é uma changeling, mas ela não sabe. Ela sabe que não pertence a família que está; é claro que com uma mãe que tentou te assassinar quando você fazia aniversário de oito anos era de se esperar. Depois desse caso sua mãe foi internada numa clínica psiquiátrica. Por sorte ela tinha seu irmão Matt e sua tia Maggie que lhe dáva o amor que não tinha da mãe. Passando de escola em escola – casa em casa – se estabeleceram numa cidadezinha e Wendy prometeu que se tentaria de tudo para não ser expulsa dos colégios. Ela não tem nenhum amigo, certo dia ela percebe que um garoto da sua sala não para de olha-la quando está de costa. Esse menino é Finn Holmes, um rastreador que está atras dela para levá-la para seu próprio reino. Espero ter explicado direito o livro.

Não sei porque mas pensei nesse livro como sendo um Revenge versão Trolls. Elora, a mãe verdadeira de Wendy me lembrou Victoria Grayson, com aquele jeito superior, como se não amasse ninguém só o dinheiro e seus interesses. Wendy foi uma personagem que gostei mas nada muito ohh! Achei um pouco irritante ela falando sempre que fulano era bonito, gatinho e qualquer outro adjetivo de beleza. Porcaria, não tem niguém feio nessa Forenning, até os rastreadores são bonitos. Realidade, por favor! Matt e Maggie não tem muito o que falar; mas gostei da forma como ela fala deles. Ela sabe que eles gostam muito dela, e ela idem. Finn é aquele garoto que só garotas vão amar, suspirar. Willa, Tove e Rhiannon são legalzinhos, principalmente essa ultima, que não participa da estória mas que mesmo assim gostei.

É interessante essa estória de poderes. Nunca tive contato com trolls, seja lá filme, série, livro, então foi interessante conhecer um pouco mais sobre eles, apesar de que no livro eles são iguais as pessoas humanas, diferenciando apenas por uma leve tonalidade de verde, e de que tem a cor dos cabelos na mesma tonalidade da terra, de que odeiam sapatos ou qualquer coisa no pé. Mas os poderes não são nada novo, é o velho poder da mente, do vento, do fogo, da cura, de ler mentes, de ver o futuro, que mesmo sendo bastante utilizados não são menos legais.

É um bom livro, que mesmo um pouco enrolado e sem rumo as vezes, ainda garante um pouco de diversão. Quero continuar a ler a série mesmo que não seja com aquela vontade. E é meio engraçado que como ela (era) uma autora inciante fiquei meio receoso com a escrita. Fiquei pensando que ela escreveria de um jeito menos preciso, mas não, ela escreve bem e consegue descrever as coisas de forma interessante.

Bem, até a próxima resenha! 😛 :).

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Resenha: Percy Jackson e o Mar de Monstros – Thor Freudenthal

Bem, chegou o momento que eu pensei que não veria tão cedo: resenhar Percy Jackson e o Mar de Monstros! Depois de assistir aquele Percy Jackson e o Ladrão de Raios que me tirou do sério, que odiei, que me fez perguntar o que tinham feito com a estória; que mudaram completamente e nem parecia uma adaptação, a unica coisa que não mudaram foram os nomes das personagens, não via como continuarem a saga sem ficar tudo uma mistura de milk-shake com queijo coalho. Mas depois que vi uma noticia confirmando uma continuação me vi dividido entre querer e não querer assistir.

Primeiramente já quero deixar bem claro que vou fazer comparações entre livro-filme, ou seja, sobre a adaptação, e não adianta vir falar que filme não é igual ao livro pois eu sei. Então, ok!

O filme começa com Percy Jackson narrando como Annabeth, Luke e Thalia chegaram até o Acampamento Meio-Sangue, quando estavam sendo perseguidos por ciclopes e, Thalia para salvar a vida de seus amigos, decide enfrenta-los. Enquanto eles correm para o acampamento, Thalia acaba sendo atacada por um ciclope e acaba caindo no chão, consequentemente, morrendo. Seu pai, Zeus, vendo o que aconteceu decide transformar sua filha em arvore para que a alma dela não vá para o tártaro. A arvore protege a e também cria uma barreira em volta do acampamento, não deixando ninguém indesejado entrar.

Depois a estória começa realmente, Percy descobre que tem um irmão ciclope, fruto do amor de seu pai com espíritos da natureza. E depois aparece um touro louco – de Colchis – que consegue quebrar a barreira, tudo graças a Luke que envenenou a arvore. Para restaurar a proteção do acampamento é enviado Clarisse e um sátiro – o melhor -, mas é obvio que Percy, Annabeth, Grover e Tyson vão escondidos para a missão.

Pronto, resumi um pouco a estória. Agora vem minhas singelas opiniões sobre o que achei dessa adaptação.

O filme melhorou muito se comparado com o primeiro. Mais coisas que continha no livro foram colocadas, o filme parece ter um propósito claro, e definitivamente não é annoying como o primeiro. Como faz tempo que li Percy Jackson e os Olimpianos não me lembro com detalhes, mas o primeiro tinha mudado totalmente a premissa, as personagens. Ufa! Era tanta coisa errada que nunca pensei iria ter continuação, mas teve. E por mais estranho que pareça, o segundo é muito – mesmo – melhor que seu antecessor. É obvio que há algumas mudanças na trama, coisa que existe em qualquer filme, algumas cenas que tinha no livro foram retiradas ou modificadas – como o Grover vestido de noiva, que teria sido muito engraçado; o Spa da Circe onde Percy vira um porquinho-da-india, rs! etc…) – mas num todo não é algo realmente muito ruim. Não estraga a diversão.

Minha surpresa foi ter gostado, tanto que até hoje não acredito nisso. Sabe quando você não gosta de uma coisa mas quer ver a continuação, como se estivesse com uma ponta de esperança que seja melhor? Então, foi assim.

Das personagens, não tenho muito do que comentar, o elenco anterior continua legal, não tendo ninguém que me irrite. Clarisse – aleluia irmão colocaram-na no filme – não é muito parecida com a do livro, aqui ela é bonita – até demais -, menos arrogante, e até, olha só, tem medo de ciclopes, fora isso é uma personagem que não tem espaço pra crescer – acho que nenhuma tem, quer seja principal ou não – então é só normal, legal. Quiron, que teve seu ator mudado, ganhou um carisma que não tinha antes. Thalia não aparece muito, então a unica coisa que chama a antenção é a sua beleza muito bonita, rs. Tyson eu nem sei o que dizer, quando estava a ler o livro o imaginava como um ciclope daqueles de filmes e desajustado, coisa que no filme não existe. Ele tem só um olho, é meio tontinho, mas é bonito (não que seja problema, sei lá), enfim, é engraçado na parte em que ele está na mesa junto com os outros, falando com a Clarisse, e do nada fala “vaca” e prossegue “sinto cheiro de vaca”, no caso era o Touro de Colchis. Mas legal mesmo é Dionísio, o Deus do vinho, que foi condenado a passar alguns anos no acampamento, errando toda vez os nomes das personagens – menos da Clarisse e outros -, não podendo beber vinho tendo que se contentar com água no filme e Coca Zero no livro. Tem Hermes também que é engraçado e parece que é gay com as frases que diz.

Mas nem tudo se salva. Os efeitos especiais são horas bons, horas totalmente ruins, talvez pelo fato da produtora que fez ter falido durante o filme. Mesmo assim é muito chato ver efeitos tão porcos e outros bons. Para um filme de 90 milhões de dólares se espera algo melhor.

Concluindo, é um bom filme família, que talvez nem todos gostem (no Rotten Tomatoes o primeiro tem 49% de aprovação e o segundo 38% em relação a média de criticas, já em relação ao público o primeiro teve 54% e o segundo 61%) que recomendo sim assistirem, e que não eleva a série a outro patamar mas também não deixa pior que o primeiro. Com certeza quero continuação, mas não sei se terá porque arrecadou um pouco mais de 170 milhões de dólares em todo o mundo, mas como ainda está em cartaz pode aumentar.

Assistam logo ao filme, acho que nem vale o 3-D, e tirem suas próprias conclusões. Agora é só esperar para a Maldição do Titã.

Até pessoal a próxima resenha! :p :).

Resenha: A Hora do Pesadelo – Samuel Bayer

Filmes de terror são uma dos meus gêneros favoritos e não perco a chance de assistir um – que preste, claro -, mas fico meio triste pois os novos são tão tontinhos, alguns até convencem e entretêm, já outros é aquela ZzzZZZzzz! Por exemplo, nunca entendi o porque de todo aquele alvoroço em cima de Atividade Paranormal, que quando estava passando na tv e tentei assistir, não vi graça nenhuma. Não assisti tudo, ok. Quem sabe se tentar assistir inteiro eu descubro o motivo. Enfim, os antigos provavelmente devem ser os melhores, como A Hora do Terror original, A Morte do Demonio, ect… mas não tenho paciência pra baixar os filmes. kkk!

Ultimamente os filmes de terror não assustam, geralmente puxam mais pro lado da comédia. Ou até tentam fazer terror mas não conseguem, no máximo você fica um pouco inquieto. É o que acontece aqui, você não fica com aquele frio na espinha, aquela sensação de que não vai dormir a noite; nem o “coitado” do Freddy te assusta muito, e se isso acontece, o grande trunfo do gênero se perde: mexer com a sua mente.

Mas o filme é bom, depois que terminei de assistir fiquei com um sentimento de que o filme cumpriu – no meu ver – o que estava disposto a fazer. Eu não sou crítico de cinema, então pode ser que o filme seja uma bomba.

Só achei meio sem sentido a alternância de personagens que tem no filme, uma ora você ta torcendo por aquela que parece ser a principal para logo depois a personagem ser morta. Aí, vem outro, vocÊ torce, e depois… morre. Essa falta de lógica foi meio irritante porque eu odeio quando as personagens que eu gosto morrem. E também as vezes outra pessoa teria uma história muito mais legal do que aquela que viveu.

As personagens que gostei foi aquelas da trupe perseguida por Freddy. A loirinha, Kris, apesar de não ter uma grande participação no filme me conquistou desde o momento que vi. Depois lembrei que ela era a Ruby da série Supernatural. A garçonete, Nancy, também. Resumindo, gostei de todos, menos do pai do garoto que foi o causador de tudo isso.

Fiquei sabendo depois quando fui procurar informações sobre o filme que mudaram a história do Freddy Krueger, fazendo dele um pedófilo dos infernos. Mudanças no filme quando bem feitas só melhoram mas, infelizmente neste caso só fez o filme ficar ridículo.

Não tenho muito o que comentar desse filme, só que gostei e recomendo, desde que você não seja fã alucinado da velha-guarda. É divertido, um bom passatempo, Freddy faz algumas piadas engraçadas e parece que no original tem muito mais sarcasmo por parte dele. Se gostei desse filme tudo indica que gostarei muito mais do antigo. Agora só falta a preguiça me deixar assistir ao filme.

Bem, é isso pessoal. Assistam e tirem suas próprias conclusões.

Até a próxima resenha! Sinto cheiro de semideuses e sátiros! :).

Resenha: Divergente – Verônica Roth

Titulo: Divergente (Divergent)

Escritor(a): Veronica Roth

Editora: Rocco

Páginas: 502

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.

A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.

E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Sempre tive vontade de ler Jogos Vorazes, mas como trilogias ou séries prefiro comprar todos os livros de uma vez (por isso não tenho nenhuma série), fiquei sem ler até agora. Só que Divergente, que nunca me deu aquela vontade de ler, entrou na estória. Só tem dois livros lançados até agora, tanto nos Eua como aqui, então comprar um por vez não faz diferença. Bom… falemos do livro e não das minhas loucuras.

O livro é interessante, daqueles que te prende na leitura e te transporta para dentro do livro. Quando eu não estava lendo ficava contando os minutos pra poder continuar a leitura e saber o que viria a seguir. Outro fato interessante é que como demorei uma semana pra ler (não é por causa do tamanho e sim por falta de tempo – dois capítulos por dia) o livro meio que se tornou um seriado. Cada dia assistia a dois episódios.

A estória da Chicago futurista dividida em cinco facções – Amizade, o nome já diz; Abnegação, primeiro os outros; Audácia, onde vive os corajosos; Franqueza, quer que desenhe?; e Erudição, os inteligentes que andam sempre com um livro na mão – e que todos que completem 16 anos tem que fazer um teste de aptidão pra ver qual facção ira escolher é bem elaborada, porque diferente de uma pessoa que li dizendo que achava meio impossível existir algo assim pois o ser-humano tem todas essas características não entendeu/não leu direito. No caso, cada pessoa tem uma inclinação a certa facção, mas mantém todas as características das outras, e quando ela escolhe uma aprende a utilizar somente aquela que combina com a facção. Por isso o teste de aptidão. Sinceramente, eu acho que eu enlouqueceria se tivesse que escolher apenas uma, porque apesar de gostar da Abnegação,  por exemplo, e concordar com algumas coisas, achei outras muito radicais, como poder se olhar no espelho apenas uma vez a cada três meses no segundo dia do mês. Sempre desejei que essa coisa toda de facção fosse destruída voltando ao que era antes, pois mesmo tendo boas intenções, ninguém merece viver tendo um pensamento tão robotizado.

Nossa escrevi demais e ao mesmo tempo não escrevi nada.

As personagens são bens feitas, despertando sua simpatia ou te fazendo roer as unhas de ódio. Beatrice, como protagonista, me fez sentir empatia por ela, gostei muito do seu jeito. Sua bochecha esquentando de raiva, sua transformação de bobinha pra sarcasticamente valente; seu jeito de pensar; tudo faz você gostar dela. Tobias, com seu jeitão misterioso, durão vai agradar mais as garotas, mas mesmo assim é divertido; alguns de seus atos é de dar medo e outros e de rir. Christina, piadista e engraçada te rouba risos; Will, Al, são apenas normais sem nada muito de especial – apesar de gostar quando Tris acha que Al gosta dela, cenas bem simpáticas. Gostei também da Tori, do Caleb nem tenho opinião formada e da mãe e o pai idem.

Mas a lista de vilões não te deixa ficar apenas feliz: Eric, Peter, Molly, Drew são apenas pessoas que a gente tem vontade de pular em cima e estrangular, principalmente Peter, que achei o pior vilão, que me enganou no início; que se mostrou um louco sedento por status. “Olha esse dai vai ser amigo da Tris!” HAHAHA! Fui tão tonto, me surpreendi.

Essa coisa toda de facção é um meio inteligente de mostrar o que as pessoas podem fazer pra tentar controlar o mal do ser humano, mesmo descobrindo depois que o mal sempre retorna a quem lhe da a chave de casa. E que nem mesmo as facções conseguem por muito tempo se manterem intactas, pessoas más sempre conseguem o poder e transformam toda a leis a seu favor. Enganam as pessoas dizendo que aquilo é o melhor a todos.

Se prepare pois essa mulher – Roth – adora dar fim aos personagens. Alguns necessários/compreensíveis e outros um tanto quanto tontos. Como a morte de uma personagem que achei muito ridícula, pois cometeu uma coisa terrível e depois se matou quando não teve o perdão da pessoa pra quem fez a coisa. Acho idiota pois aí a pessoa fica pensando “Se eu tivesse perdoado sera que ela/ele não teria se matado?”. Ninguém merece!

Não sei se foi eu ou a escritora, mas não consegui por muitas vezes visualizar muito bem o Fosso, o centro da Audácia, e saber se era dia ou noite. Fora isso, tudo foi bem legal e intrigante, despertando sua curiosidade a cada pagina.

O livro pelo que percebi serve mais como uma introdução a estória do que uma em si, a coisa só começa mesmo nos últimos capítulos. Insurgente deve ser aonde a coisa toda se desenrola, mostrando as facções sendo desfeitas e começando uma reforma na vida de todos.

Só não entendi direito se só Chicago é assim, ou todos os EUA também é desse jeito. Enfim, uma ótima leitura, que recomendo a todos que gostem de uma boa distopia – minha primeira distopia também – e um livro com momentos de ação, comédia, aventura. Leiam porque é bom.

Olha aí o teaser trailer da adaptação, parece ser um bom filme.

Até a próxima resenha! :).

Resenha: O Pacto – Joe Hill

Titulo: O Pacto (Horns)

Escritor(a): Joe Hill

Editora: Arqueiro

Páginas: 320

Ignatius Perrish sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida. Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade: Merrin é estuprada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro. Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres crescendo em suas têmporas. Descobre também algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seus pecados mais inconfessáveis. Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos estão contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seu irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora. Sozinho, sem ter aonde ir ou a quem recorrer, Ig vai descobrir que, quando as pessoas que você ama lhe viram as costas e sua vida se torna um inferno, ser o diabo não é tão mau assim.

Comecei a ler e logo nas primeiras páginas já me senti totalmente transportado para dentro da estória – que te faz ficar cada vez mais curioso -, só que, infelizmente não consegui carregar todo essa emoção ao final do livro, que digo sem dó: me decepcionou… e eu não esperava!

Ig Perrish é um homem que numa certa manhã, acorda sem memoria, sem saber o que fez no dia anterior, e que pra ajudar, percebe que tem protuberâncias na cabeça, coisas que se parecem (e se revelam ser) chifres. Mas não apenas nascem chifres nele, como também poderes. Toda vez que ele se aproxima de alguém, a pessoa começa a revelar seus pensamentos mais terríveis, e mais, quando ele as toca, automaticamente fica sabendo de tudo na vida da pessoa, seu nome, sua idade, culpas, temores, e tudo o mais da vida. A sinopse mais que explica tudo, então vamos a opinião.

O livro começou muito bom, eu não via a hora de Ig ver alguém pra poder saber qual revelação a pessoa iria fazer. E quando acontecia isso era uma pior que a outra. E você percebe o que as pessoas escondem por trás de caras e bocas de felicidade. Mostra o quanto as pessoas podem ser falsas com os outros e, até consigo mesmo, se enganando com uma mentira. E nem um padre, nem um médico estão livres disso.

Mas conforme foi passando as páginas eu comecei a sentir pouca de cumplicidade com o livro (na verdade, sim e não). O livro me grudava na leitura, era legal, só que ao mesmo tempo eu não conseguia ficar tão curioso porque os poderes de saber da vida das pessoas de Ig foi perdendo o fator surpresa, já tinha me acostumado. E ajudou muito as longas idas e voltas do livro ao passado, principalmente na parte do Lee para me fazer entediar.

Ig foi uma personagem que gostei porque ele não fica se lamentando pela morte de Merrin. Não que ele não sinta, pelo contrario, é só que ele não fica toda hora falando e chorando e mimimi. A Merrin não me fez sentir pena dela, foi horrível a forma como morreu? Sim, mas nem isso me fez ficar emocionado com isso. Não sei se isso afetou a leitura. O irmão do Ig, Terry, me pareceu por vezes rídiculo, aquele que sempre tenta ser o engraçado – mas que não passa de um tonto. Lee não foi um vilão que me fez nada de muito diferente. Foi só aquele sentimento de raiva pelo o que cometeu, o motivo pra ter feito. De restante achei o bem tosco. Já o restante é o restante.

O livro na verdade aborda situações que envolvem a religião, o amor, a confiança, os erros. Mas principalmente Deus vs. Diabo, que a todo momento o autor deixa uma pergunta:  Deus realmente existe? Ele nos ouve? Ele pode mudar nosso destino? Existe destino? Etc…! Creio que pára ler esse livro você deve estar sem preconceitos, de mente aberta, afinal, é um livro e não expressa – ás vezes –  a opinião do autor.

Mas voltando, o livro foi caminhando pra coisas cada vez mais legais, como, Ig virando o Diabo e ganhando poderes com isso, sendo imune ao fogo e tudo o mais. Pena que o Hill não aprofunde nessa parte. MAs quando chegou no final, a coisa desandou. Sabe quando um personagem ter superpoderes mas qualquer um pode ir lá e fazer o que quiser. Por exemplo, o Superman sendo derrotada por uma criança de 10 anos; não é ridículo? Depois disso a coisa foi ficando chata e fiasquento, até que chegou ao final onde me deu uma vontade de jogar o Joe no raio que o parta. Sabe aqueles finais ridículos, em que o vilão não tem o que merece, não do jeito que devia ter, e pior ainda, quando àquilo que a personagem principal buscou o livro inteiro não tem o final esperado. Não acontece. Isso foi o grande defeito do livro.

Enfim, já conhecia o trabalho de Joe Hill, resenhei o livro dele, A Estrada da Noite, e percebi esses mesmos errinhos que parecem segui-lo e ser fruto de sua escrita.

O livro tem seus pontos fortes, claro, mas ainda nota-se uma pequena falha no roteiro, que espero ter sido sanada no seu outro livro, O Pacto. Trecho da resenha da A Estrada da Noite.

O livro é bom mas poderia ter sido muito melhor, eu leria de novo sabendo o que esperar, mesmo não sendo o melhor livro que já li. Alguns dizem que esse livro é ótimo e blablablá, enfim, opiniões são Divergentes como se estivessem Em Chamas. Cada um tem a sua, eu não gostei, mas quem sabe vocÊ lê e acaba gostando!

Até a próxima resenha, que tal uma distopia. 🙂 ;).