Resenha: A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra – Robin Sloan

Titulo: A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra

Escritor(a): Robin Sloan

Editora: Novo Conceito

Páginas: 288

A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo. Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler. Mas Jannon é curioso…

 

 

 

 

 

 

Sinceramente, não sei porque eu comecei a ler esse livro. Peraí que eu explico, não sei se foi a sinopse, a capa, ou a alguma coisa mais subliminar que me fez pegar esse livro e ler, mas me lembro muito bem de não ter ficado muito empolgado quando vi ele. Lembro de ter ficado com um pouco de curiosidade por causa da livraria e da prometida conspiração na capa do livro, porem nada muito “preciso ler agora”.

Pra começar quero deixar claro que gostei bastante do livro, e talvez essa resenha fique um pouco contraditória por talvez – disse talvez – ter mais pontos negativos que positivos. Então vamos falar do que gostei primeiramente e depois vamos ao que não gostei.

As personagens são muito bem criadas e carismáticas, criando empatia de primeira, e trazendo uma identificação muito legal com cada pessoa. Dizer qual eu gostei mais é difícil porque apesar de bem criadas como citei elas não conseguiram me fisgar por completo. Mr. Penumbra foi talvez o que mais gostei por causa de seu jeitinho de gente velhinha que ja viveu bastante e tem bastante coisa pra contar. Kat Potente namorada do Clay foi melhor no inicio porque do meio pro final ficou muito chatinha – pelo menos foi a impressão que me passou – depois que virou Product Manager da Google. Clay como personagem principal não me cativou muito não; assim como o restante das personagens que quase não tem papel fundamental na história, ou até tem, mas que só existe para aquilo na história funcionar e tornar-se possível. Mas o final das persongagens são meio blá!, parece até Christine do Stephen King.

Creio que o que mais me grudou na leitura foi o enredo que mistura mistério, suspense e um pouco de senso de humor que misturado criou uma estória que se não fosse pequenas coisas seria ótima. A questão da livraria ser toda misteriosa e ter uma clientela bem esquisita que adora pegar emprestado livros criptografados que escondem grandes segredos é interessante  e te faz querer que eles terminem logo de descriptografar a coisa toda de uma vez só para poder saber qual é o grande segredo escondido nesses livros. A coisa chata foi a alternância entre capítulos mais animados e outros mais enrolados, monótomos e chatinhos para ler.

A escrita do Robin Sloan é legal e as informações que ele da sobre como funciona esse mundo das grandes e pequenas empresas e envolvente. O modo como ele descreve o Google é tão real que a gente imagina tudinho, os produtos usados como a Big Box ou o digitalizador de livros é tão detalhado que não sabemos se ele realmente conhece ou não de perto tudo isso. Mas o ponto fraco do livro foi o seu final, que eu já estava esperando que fosse da forma que foi. Pode falar o que quiser mas essa coisa de que o verdadeiro segredo da imortalidade é a amizade, o amor e blablablá, pelo menos para mim, não cola. que coisa mais chata gente, parece até O Simbolo Perdido de Dan Brown, com aquela porcaria de final que só não estragou o livro porque o recheio era bom e ágil e envolvente. Ta bom, não é um livro de fantasia mas por favor de Deus, invente pelo menos algo mais legal como final, o mundo é tão fantástico por si só, tome exemplo os buracos negros coisa que existe mas que parece tão surreal. Sei lá, inventasse que o segredo da imortalidade seria numa noite de lua cheia, pegar duas pedras, fazer faísca na hora que o vento soprar pro sul, dar três pulinhos e esperar o Peter Pan aparecer. É ridículo? É, mas pelo menos é algo que pode ser verdade (aham!). entendeu o que eu quis dizer. Enfim, tenha criatividade, porque o mais fácil é criar tensão no livro, difícil é entregar um bom final.

O livro pode não ser o melhor que eu li, nem ter as melhores personagens, nem o melhor final, mas pelo menos tem um grande inicio e meio que te faz grudar no livro e largar só no final. Divertido e engraçado na medida certa, com pitadas de mistério e aventura, A Livraria 24h do Mr. Penunbra é um bom passatempo e aprendizado àquelas mentes que gostam de informação sobre tecnologias. É um livro geek!

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Resenha: Animais Fantásticos e onde Habitam – Newt Scamander

Titulo: Animais Fantásticos e onde Habitam

Escritor(a): Newt Scamander

Editora: Rocco

Paginas: 64

A acromântula é uma aranha monstruosa de oito olhos e dotada de fala humana, foi desenvolvida pelos bruxos para guardar suas casas ou tesouros… O basilisco, também chamado de rei das cobras, é verde-vivo e pode alcançar até quinze metros de comprimento. Sua criação foi declarada ilegal, desde a época medieval. O dragão é o animal mais mágico do mundo; seu couro, sangue, coração, fígado e chifre têm grandes propriedades ilusionistas.
Estas breves descrições são apenas uma amostra do que o leitor pode encontrar em Animais fantásticos & onde habitam , de J. K. Rowling, escrito sob o pseudônimo de Newt Scamander, e com prefácio do sábio Alvo Dumbledore. Ao livro, adotado pelos professores da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e considerado uma obra-prima, atribui-se a responsabilidade pelo bons resultados dos alunos nos exames de Trato das Criaturas Mágicas. E a obra não é recomendada só para estudantes. “Nenhuma casa bruxa está completa se não possuir um exemplar.” Trata-se de um guia com mais de 80 espécies de animais e seus respectivos hábitos, costumes e origem.
Este exemplar lançado no mundo dos trouxas (não-bruxos) é uma duplicata do Animais fantásticos & onde habitam de Harry Potter, editado, inclusive, com notas informativas que ele e seus amigos fizeram à margem das páginas. Segundo Scamander, Animais… já está em sua 52ª edição e esclarece, entre outras dúvidas, o significado de animal para a comunidade mágica; fornece sua classificação; a percepção dos trouxas sobre esses seres; ensina como e por que mantê-los ocultos em hábitats seguros, desobediência esta que incorre em multa; e faz um histórico das normas impostas pelo Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas do Ministério da Magia, ao longo dos séculos, para preservar as feras fantásticas e assegurar aos bruxos o prazer de apreciar seus poderes e beleza.
A escritora escocesa J. K. Rowling cedeu todos os direitos de publicação desta obra para a Comic Relief, uma organização humanitária criada por comediantes britânicos para ajudar crianças carentes. Eles usam o riso para combater a pobreza, a injustiça e a calamidade.
Por exigência da autora, os nomes dos animais foram mantidos na Língua Inglesa, com a tradução entre parênteses. 

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Resenha: Meu Malvado Favorito 2

Pra mim o primeiro foi uns dos melhores filmes que assisti, e muito melhor do que Toy Story 3, que apesar de ser bom não conseguiu ser muito engraçado. Mas é obvio que para aquelas pessoas que gostam de ser “fanboys” vão jurar de pé junto que é o contrário. Enfim, as criticas apesar de boas, estavam levando a acreditar que o filme não era tão bom quanto o primeiro… e realmente não é!

Gru mudou radicalmente sua vida e agora seu negócio é se dedicar às filhotas Agnes, Edith e Margo, deixando de lado os tempos de vilão. Ele só não contava que seu passado de “ladrão da Lua” pudesse falar mais alto e ser responsável pelo seu recrutamento, através da AVL (Liga Anti-Vilões), para salvar o mundo na companhia da agente Lucy. Juntos, eles precisam localizar o criminoso que roubou a fórmula PX41, e Gru desconfia que um antigo “concorrente”, chamado El Macho, possa ser o responsável por essa maldade. Para completar os problemas, o parceiro Dr. Nefário resolveu abandoná-lo e Margo está vivendo seu primeiro amor. (sinopse: Adoro Cinema).

Esse filme manteve um pouco da graça do outro, mas só um pouco. Não consegui achar tão divertido mesmo tendo personagens novos e carismáticos, como a Lucy que é daquelas que você vê e ja sabe que será engraçada. A Agnes que era tão divertida perdeu um pouco do seu teor divertido, algumas cenas são engraçadinhas, como quando ela fala que sabe o que faz de Gru um menino: a careca lisinha que parece um ovo de passarinho. Isso foi engraçado. Ou então quando Gru se veste de fada-princesa para substituir a atriz que não pode ir e não deixar a pequena tristonha. As outras duas irmãs são meio esquecidas, apesar de Margo ter um plot romântico; ja Edith fica meio perdida no filme.

Os minions agora tão mais bilolados do que antes mas perderam um pouco a graça, principalmente quando você percebe uma certa forçada de situações somente para tentar causar risos. Mesmo assim eles ainda são o ponto chave da franquia, tanto que vão ganhar um filme em 2014 estrelados somente por eles.

O que pesou no filme realmente foi a falta de rumo que ele tomava, enrolou demais no começo e quando fui ver já estava nos trinta minutos finais e nada dos minions roxos. Ficou meio jogado ao vento toda a história, poderia cortar muitas coisas, como o shopping que não faria falta. Não foi aprofundado quase nada. O vilão praticamente nunca chegou a ser uma ameaça, e varias vezes acabei pensando “ta na cara que é El Macho”, mas é tanto disse me disse que desconfiei que seria outro, uma surpresa.

Falando mais um pouco do assunto ameaça, os filmes hoje em dia tão muitos fracos no final, não importa quão difícil seja o vilão, ele acaba perdendo por nada. Ta, tudo bem, é um filme infantil mas o primeiro também era e nem por isso deixou de ter um desfecho muito legal. Esse filme foi muito apressado, muito corrido, no final parece que você assistiu ao um monte de cenas aleatórias. Do modo como falei do filme pode parecer que eu não gostei, mas eu gostei sim, mesmo não sendo tão bom. O que me preocupa é se o filme tiver continuação, não quero que vire um Shrek da vida, bom os dois primeiros e péssimos os dois últimos.

Achei engraçado porque consegui captar um elemento subliminar: quando a Lucy e o Gru estão no mar e o lado dela é claro com o céu límpido e o dele é escuro, nublado e com fumaça. Me senti o Sherlock Holmes.

Enfim, eu gostei, recomendaria mas só falaria que não é tão bom como Meu Malvado Favorito. Até! 😛 :).