Resenha: As Crônicas de Nárnia – Principe Caspian – C. S. Lewis

Titulo: Príncipe Caspian

Escritor(a): C. S. Lewis

Editora: Martins Fontes

Paginas: 215

“Tempos difíceis abateram-se sobre a terra encantada de Nárnia. Os dias de paz e liberdade, em que os animais, anões, árvores e flores viviam em absoluta paz e harmonia, estavam terminados. A guerra civil dividia o reino, e a destruição final estava próxima. O príncipe Cáspian, herdeiro legítimo do trono, decide trazer de volta o glorioso passado de Nárnia. Soprando sua trompa mágica, ele convoca Pedro, Suzana, Edmundo e Lúcia para ajudá-lo em sua difícil tarefa.”

Quanto tempo demorei pra voltar a ler essa série, estava lendo um atrás do outro e parei de ler, fui pra outros livros, voltei a ler os primeiros capítulos e fiquei um tempão sem ler, voltei a ler os sete primeiros capítulos e por uma semana só pensei em ler (porque ler que é bom nada) e hoje terminei de ler os capítulos restantes. Não sei o que foi direito mas esse livro apesar de ter me agradado não conseguiu me segurar muito na leitura.

Tudo começa quando Pedro, Susana, Lúcia e Edmundo estão numa ferroviaria e são transportados para Nárnia do nada, indo parar numa ilha tomada por florestas, e ruínas de um castelo que logo depois descobrem ser o antigo reino de Cair Paravel, onde por muito tempo eles reinaram. Mas se pergutam o que aconteceu pra tudo estar tão devastado como se tivesse passado séculos, sendo que fazia um ano desde a última vez que estiverem em Nárnia; pra logo depois se lembrarem que em Nárnia o tempo passa de uma forma diferente.

Enquanto passeavam pela ilha salvam um anão (Nikabrikk) que estava prestes a morrer afogado, salvam-o e ele lhes conta o que aconteceu a Nárnia. Caspian fugiu do castelo de seu tio depois que o mesmo ganhou um herdeiro. Antes, apesar de Miraz (o tio) não gostar de Caspian estava disposto a dar o reino á Caspian X, que era dele por direito, pois era o unico da família, mas depois de ter ganhado um sucessor de sangue a sua vontade era de acabar com o problema que seria Caspian. Tudo isso quem lhe contou foi Cornelius seu professor, um mestiço de anão e humano que indicou que o menino fugisse para escapar da morte. Na sua fuga o menino acaba caindo do cavalo e desmaiando, quem o salva~são um grupo de animais falantes, antigos moadores de Nárnia: um texugo, e dois anões. Quando acorda, Caspian conta tudo o que aconteceu a eles, resolvem então contra-atacar o reinado de Miraz. Para isso, enviam Nikabrikk e um esquilinho em cada direção: Nikabrikk vai em direção a Cair Paravel onde encontra os irmãos Pevensie.

Resumi um pouquinho a estória, como o livro é pequeno se ficar contando detalhe por detalhe não vai ter surpresa quando le-lo.

Dos irmãos não tenho muito o que dizer, gosto bastante da Lúcia por ser sempre esperta e tentar guiar os outros no caminho certo. E Edmundo que não suportava no filme está bem interessante e menos chato. Susana e Pedro são normalzinhos. Gostei bastante também do texugo Caça-Trufas, sempre inteligente, e o ratinho Ripchip é engraçadinho, tão pequeno e com tanta vitalidade.

Novamente elogio a escrita de C.S. Lewis sempre simples e direta ao ponto, uma maravilha para se ler. Assim como Nárnia que continua muito interessante com seus animais e vida própria, apesar de que os telmarinos tenham estragado-a completamente.

Os telmarinos são descendentes de piratas que sofreram um acidente com o navio e foram parar numa ilha. Viveram por lá e certo dia encontraram uma caverna que tinha um portal que acabou os levando à Telmar. Quando começou a haver escassez de comida os telmarinos se mudaram e encontraram Nárnia, acabando com tudo de mágico que havia por lá. Foi bem legal o Lewis ter contado isso.

É isso, não tenho muito mais o que comentar do livro, apenas que leiam e vejam como é um livro divertido. E lembrem-se sempre de Aslam que considero a melhor personagem. Até Mais, 😛 :).

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Primeira Espiadinha: Por Trás Da Escrita

Jess & Frank.

Jess & Frank.

Depois de tanto enrolar pra engatar no meu projeto literário posso dizer que agora estou realmente escrevendo e pensando sobre meu livro. A história eu ja tenho montada, apesar de estar apenas nos primeiros rascunhos e ter que resolver alguns furos de enrendo, coisa super normal na escrita de um livro. Eu gostaria de escrever uma sinopse explicando a história mas acho que não sei escrever uma sinopse que não revele tudo da história, as partes importantes.

Gente, veja bem. Eu tenho todo o arco da história na minha mente mas na hora que eu penso em escrever a sinopse fico na duvida se não estou revelando detalhes demais sobre meu livro. Então vou meio que tentar fazer uma sinopse bem simplista, para que ninguém fique sem saber do que se trata.

A trama gira em torno de Jess, uma garota que trabalha numa lanchonete e tem como melhor amiga Lana, uma mulher extrovertida e que não tem papas na língua. A cada dia Lana aparece com um namorado novo, ou namorada. Apesar dos vários alertas de Jess pra tomar cuidado com quem se envolve, ela não a leva muito a sério; o que pode fazer com que ela se meta em enrascada depois.

A vida delas segue bem até que um dia entra na lanchonete, Frank um homem muito tímido que instantaneamente se apaixona por ela: Jess, a garota dos olhos cinzas e cabelos pretos. Mesmo com vergonha ele investe nela e depois de um tempo consegue ganhar a sua amizade. Mas será que ele ainda a verá do mesmo jeito quando souber do seu passado? Será que ele vai demonstrar uma prova de amor por ela quando o seu passado vier a tona e abocanhar a vida dos que estão próximos dela? A resposta se encontra em Jess & Frank.

Isso é o que eu resumi do resumo mental que contava muitos segredos que acho que não é bor revelar na sinopse logo de cara. Para aguçar um pouco sua curiosidade deixo aqui um pequeno trecho do primeiro capítulo. Deixo claro que é apenas um rascunho, portanto ainda tem algumas coisas que provavelmente serão mudadas. Qualquer dica será muito bem vinda, tenho dúvidas na descrição do cenário, personagens, leiam e diguem o que acharam. Segue o pdf também do Projeto A Lanchonete.

Primeiro Capítulo

Estacionei o carro na ampla vaga do estacionamento da lanchonete sem muita dificuldade. Era inicio da manhã, por volta das 8 horas, horário bem agradável para tomar um bom café da manhã, sem correria e rebuliço típico da hora do almoço. O céu estava bastante límpido e azul, o Sol acolhia cada espaço do ambiente e o esquentava como um cobertor quente num dia de frio intenso, os pássaros brincavam de voar e cantar sem o menor compromisso.

Olhei pelo retrovisor para ver se alguém havia me seguido – desde que vi um documentário na TV, O Perigo da Surpresa, vivo me vigiando – e felizmente não havia ninguém suspeito, apenas uma senhora saindo da Starbucks do outro lado da rua.

Desci do carro, e fui andando em direção a lanchonete The Five On Star com uma grande porta em formato de jukebox. Essa aparenta ser uma lanchonete inspirada nos anos sessenta. Talvez venha mais vezes, se a comida for boa.

Empurrei a porta e entrei, talvez com muita ânsia, todos olharam para mim. Todos me olhando com olhar de desaprovação, ou rindo da minha cara, e eu suando igual a um pastel frito pingando óleo. Abaixei a cabeça indo até uma mesa no canto esquerdo perto da janela. A decoração podia até ser bonita mas agora não passava de tragavel. Era possível notar algumas rachaduras na parede, manchas no chão, quadros e enfeites quase empoeirados, e o balcão que ficava no lado direito, aonde se fazia pedidos e que mostrava um pouco da cozinha, já estava aparentando um certo desgaste.

Ratos, baratas… Não! Não tem!

Peguei o cardápio que estava sobre a mesa e comecei a folhear, procurando o que pedir. Levantei o polegar meio distraidamente, pronto para fazer meu pedido, mas ante que pudesse balbuciar a primeira sílaba ela apareceu. A mulher mais bonita que ja vi na vida, com os cabelos pretos que reluziam e se balançavam com a leveza da água, os olhos mais cinzas e profundos que já presenciei, com os lábios vermelhos de batom, mas nada muito provocador ou promíscuo e…

– Senhor, queira por favor dizer o que deseja senão não poderei servi-lo. – disse parecendo corroída por dentro ao soltar as palavras. E percebi ao meu desgosto que estava com a boca aberta feito uma criança ao ver um carro de sorvete.

– Sim, claro. É… Um café… – caramba, acabei de ver meu pedido e já esqueci – e um pão com geléia. Por favor. – disse tentando não parecer tão idiota quanto estava me sentindo. “Burro… Café e pão com geléia. Poderia ter pedido algo mais substancial.” Ela anotava com atenção.

– Só isso, senhor? – disse daquela mesma forma sem vida como atendentes insatisfeitos com o trabalho.

Fiz que sim com a cabeça. Ela se foi, e deixou um leve rastro de perfume. Bem leve, é proibido o uso de qualquer coisa aromatizante em ambientes com comida. Se bem que não duvido nada que na cozinha há coisas piores do que um leve rastro de perfume.

Observei-a até pendurar meu pedido com um prendedor num varal de pedidos e sumir por uma portinha. Ainda estava extasiado com aquela beleza, com certeza ela era de parar o trânsito. A prova disso… Ela parou o tráfego do sangue ao meu coração.

– O senhor ja foi atendido? – disse uma moça loira dos cabelos curtos, com um sorriso largo e exaltando felicidade e simpaticidade.

– Sim… é, sim. – olhei para ela rapidamente, voltando o olhar para a mesa.

– Então, tenha um bom café da manhã. – disse dando meia volta e atendendo outro cliente numa mesa próxima. Era bonita, e parecia ser bem divertida.

Depois de uns dez minutos meu pedido chegou, trazido pela moça loirinha. Agora menos extasiado pude ver que ela tinha um pequeno crachá com o nome dela em sua roupa. Forcei um pouco a vista e pude ler Lana. Ela me serviu cuidadosamente, enquanto eu tentava achar aonde a outra tinha se escondido. Como não sou bom em disfarçar, Lana percebeu:

– Esquece, ela não se liga nesses assuntos. Todos que tentaram chegar nela receberam palavras, digamos, bem deselegantes.

– Não… – disse tentando engana-la – Estou so olhando a decoração… É muito bonita. – forcei um sorriso, ela sorriu também, provavelmente não acreditando no que eu disse.

Comprar ou baixar livros?

Livros sabem muitas histórias.

Uma coisa que quase ninguém pode dizer que nunca fez é ter obtido algo de uma forma não condizente com os manuais de boas maneiras. Livros, filmes, musicas e lá se vai outras coisas com certeza já foram baixadas ou compradas por meio da pirataria. Isso é um fato. Ninguém pode negar. Enquanto uns olham com cara feia pra esses meios de se conseguir o que quer (geralmente pessoas com mais, digamos, dinheiro), outras veem como uma forma errada mas a mais fácil de poder ter o que quiser de forma mais barata possível (pessoas não tão ricas… ou não). Mas concordemos que a maioria baixa, compra produtos piratas. Alguns não sentem nem um pouco de remorso, já outras ficam com aquela culpa de estar fazendo alguma coisa errada. Mas então porque de muitas ainda preferirem os piratas?

Vamos separar por tópicos para facilitar nossa vida.

 

Verba não é pra quem quer!

 

Creio que um dos grandes motivos das pessoas piratearem produtos é o grande preço cobrada por eles. Ou vai me dizer que trinta reais por um livro é barato? Claro que não. E não é coisa de gente mão-de-vaca, é coisa de gente que tem coisas muito mais importantes para gastar seu dindim. Veja bem, não estou dizendo que livro não é importante, jamais; a questão é que no nosso país nosso povo não tem o melhor salário mínimo do mundo, R$ 700,00 reais não é nada para quem quer o mundo. Essa quantia mal basta para colocar comida e pagar as contas direito, quem dirá obter lazer com livros, musicas, cinema, parques de diversão, enfim. Se você procurar na internet verá que o salário essencial para viver aqui seria de R$ 2.200 reais! Você pode até dizer que um predeiro ganha mais do que isso por mês (tem quem ganhe quatro mil) mas também só ganha se tiver o que fazer; e não são todos que são pedreiros.

Trinta reais num livro, ou mais, coisa que é muito comum, principalmente com os novos, é absurdo. Num país que falta educação, uma das formas mais fáceis de se aprender é totalmente fora de mão para muitos. Ahhh… vai me dizer que não da pra economizar um mês? Dá sim, mas para um mês! E o outro? Fica sem livro. E falei só de pessoas de baixa renda, mas até a classe média fica meio descontente com os preços do livro. Não muito pelo valor do Brasil, que se é mais riquinho nem pesa tanto, e sim ao valor que se paga nos E.U.A. Com cinquenta dólares se compra livros de capa dura, e até mesmo umas duas séries, trilogias, num box bem bonito. E aqui? Quase não dá um livro. Um box? Talvez um bem simples.

Box Divergente à trinta dólares.

Box Divergente à trinta dólares.

Tá bom, se você prefere Jogos Vorazes olha o Box à trinta dólares também.

Tá bom, se você prefere Jogos Vorazes olha o Box à trinta dólares também.

As pessoas gastam com coisas menos importantes? Sim, mas isso não é justificativa para o alto preço.

 

Incentivo a leitura.

 

Nesse caso creio que o problema não seja apenas de um. No meu ver os pais que deveriam se responsabilizar em inserir os filhos no mundo da literatura, e não as escolas ou o governo. Gente, não é tão bonito quando vemos naqueles filmes estrangeiros as mães e os pais lendo alguma histórinha na cama antes das crianças dormirem? Isso é incentivar a leitura. A criança aprende a gostar dos livros porque ela pode escolher as histórinhas, facil né.

A escola deve apenas continuar esse incentivo, mas não obrigando os alunos a lerem algo que não queira. Por favor, O Cortiço pode até ser bom mas nem todo mundo quer uma história assim pra entrar no mundo dos livros, a maioria deve preferir os livros com alguma aventura. Isso é um meio de incentivar a leitura. Por exemplo, Filosofia indica livros com temática mitólogica, como Percy Jackson. História indica por exemplo algum liro que trate do que ocorreu em um período, como A Menina que Roubava Livros ou O Menino do Pijama Listrado. Pronto, plantou a semente, se a pessoa se interessar pela história com certeza vai ir atrás de mais assuntos relacionados.

O governo não tem que incentivar a leitura!… Não na forma de obrigar o que as pessoas devem ler. Como eu escrevi anteriormente quem deve incentivar a leitura são os pais, o governo deve apenas subsidiar os meios de se conseguir isso. Talvez dando verbas para as escolas comprarem livros, ou ele mesmo doando. Tá, muitos livros que tem em bibliotecas o governo deu, mas ele não tem somente que dar, ele tem que mostar que deu, tem que fazer propagandas em favor aos livros. Mas sem falso intelectualismo de ficar só em livro chato.

Juntando tudo, o governo não apoia a leitura, logo os pais também não incentivam – as vezes por causa da educação da escola na sua época, “sem cultura” – e aí a criança na escola é obrigada a ler livros chatos, massantes que só vão deixa-lás mais descontentes com os livros. Por isso que muitas acham os livros tão blerg!, tão coisa e nerd. Com a falta de incentivo, não são todos que compram livros, e daí as editoras sobem os preços tenta ganhar por cada livro vendido. Tentam ganhar com a venda de um livro, o que ganhariam tendo que vender três ou mais por um preço mais em conta.

 

Editoras não tem tanta culpa assim.

 

O trabalho de se publicar um livro é grande, e o custo também. A maior parte do dinheiro que uma editora ganha vái para a gráfica, porque não é nada barato fazer capas, imprimir várias folhas em papél pólen gold master supa dupa amarelo. A outra parte vai para pagar funcionários, divulgação, e por ultimo o lucro da mesma. Tendo que pagar tanto para vender pouco – se comparado aos E.U.A – elas vão deixar que os consumidores paguem por esse custo; por isso o preço bem carinho de livros.

Voltando ao governo, ele não investe em editoras, na verdade não investe em quase de nada cultural, porque se o fizesse o valor com certeza despencaria já que as editoras não gastariam tanto com a produção do livro. Logo, essa careza toda pesa no bolso, e daí vem a pirataria.

 

Há pessoas “espertinhas”.

 

É obvio que também há aquelas pessoas que adoram levar vantagem em tudo. Tem dinheiro de sobra pra comprar um livro mas prefere piratear e gastar o dinheiro com qualquer coisa supérflua. Acha que quem paga por produtos originais é tonto, principalmente livros, musicas, filmes que se pode baixar da internet gratuitamente.

 

Conclusão.

 

E tudo esses fatores juntos formam o o grande problema da falta de cultura do brasileiro, que até procura o que ler mas que desite pelo preço astronomico dos livros. Enquanto isso o governo adora ver o povo do Pão e Circo, cada dia mais burro e ignorante, sem cultura, sem opinião formada, sem qualquer interesse político. Não que eu seja interessadíssimo em política, mas temos que pelo menos saber como anda o Congresso.

Precisamos de mais investimento em cultura, que é o que fortalece um páis, nosso é conhecido como o país do futebol e Carnaval, cabe a você ver se isto é um elogio ou uma forma de dizer que não temos cultura.

Enquanto nos E.U.A existem várias bibliotecas públicas aqui as poucas que existem passam tão despercebidas pela população, e sem nenhum incentivo a elas, continuarão tão despercebidas quanto são agora.

Ps: É minha primeira postagem opinativa então eu posso ser contraditório em algumas partes. Pode haver também uma fuga de raciocínio; mas isso são coisas que quanto mais praticadas mais aperçoadas ficam. Espero que tenham gostado e tirado suas própias ideas sobre o assunto pirataria cultural.

Até outra postagem. 😛 :).

 

Video do Cabine Literária sobre o porque dos preços dos livros serem tão altos no Brasil.

 

 

 

Resenha: A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra – Robin Sloan

Titulo: A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra

Escritor(a): Robin Sloan

Editora: Novo Conceito

Páginas: 288

A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo. Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler. Mas Jannon é curioso…

 

 

 

 

 

 

Sinceramente, não sei porque eu comecei a ler esse livro. Peraí que eu explico, não sei se foi a sinopse, a capa, ou a alguma coisa mais subliminar que me fez pegar esse livro e ler, mas me lembro muito bem de não ter ficado muito empolgado quando vi ele. Lembro de ter ficado com um pouco de curiosidade por causa da livraria e da prometida conspiração na capa do livro, porem nada muito “preciso ler agora”.

Pra começar quero deixar claro que gostei bastante do livro, e talvez essa resenha fique um pouco contraditória por talvez – disse talvez – ter mais pontos negativos que positivos. Então vamos falar do que gostei primeiramente e depois vamos ao que não gostei.

As personagens são muito bem criadas e carismáticas, criando empatia de primeira, e trazendo uma identificação muito legal com cada pessoa. Dizer qual eu gostei mais é difícil porque apesar de bem criadas como citei elas não conseguiram me fisgar por completo. Mr. Penumbra foi talvez o que mais gostei por causa de seu jeitinho de gente velhinha que ja viveu bastante e tem bastante coisa pra contar. Kat Potente namorada do Clay foi melhor no inicio porque do meio pro final ficou muito chatinha – pelo menos foi a impressão que me passou – depois que virou Product Manager da Google. Clay como personagem principal não me cativou muito não; assim como o restante das personagens que quase não tem papel fundamental na história, ou até tem, mas que só existe para aquilo na história funcionar e tornar-se possível. Mas o final das persongagens são meio blá!, parece até Christine do Stephen King.

Creio que o que mais me grudou na leitura foi o enredo que mistura mistério, suspense e um pouco de senso de humor que misturado criou uma estória que se não fosse pequenas coisas seria ótima. A questão da livraria ser toda misteriosa e ter uma clientela bem esquisita que adora pegar emprestado livros criptografados que escondem grandes segredos é interessante  e te faz querer que eles terminem logo de descriptografar a coisa toda de uma vez só para poder saber qual é o grande segredo escondido nesses livros. A coisa chata foi a alternância entre capítulos mais animados e outros mais enrolados, monótomos e chatinhos para ler.

A escrita do Robin Sloan é legal e as informações que ele da sobre como funciona esse mundo das grandes e pequenas empresas e envolvente. O modo como ele descreve o Google é tão real que a gente imagina tudinho, os produtos usados como a Big Box ou o digitalizador de livros é tão detalhado que não sabemos se ele realmente conhece ou não de perto tudo isso. Mas o ponto fraco do livro foi o seu final, que eu já estava esperando que fosse da forma que foi. Pode falar o que quiser mas essa coisa de que o verdadeiro segredo da imortalidade é a amizade, o amor e blablablá, pelo menos para mim, não cola. que coisa mais chata gente, parece até O Simbolo Perdido de Dan Brown, com aquela porcaria de final que só não estragou o livro porque o recheio era bom e ágil e envolvente. Ta bom, não é um livro de fantasia mas por favor de Deus, invente pelo menos algo mais legal como final, o mundo é tão fantástico por si só, tome exemplo os buracos negros coisa que existe mas que parece tão surreal. Sei lá, inventasse que o segredo da imortalidade seria numa noite de lua cheia, pegar duas pedras, fazer faísca na hora que o vento soprar pro sul, dar três pulinhos e esperar o Peter Pan aparecer. É ridículo? É, mas pelo menos é algo que pode ser verdade (aham!). entendeu o que eu quis dizer. Enfim, tenha criatividade, porque o mais fácil é criar tensão no livro, difícil é entregar um bom final.

O livro pode não ser o melhor que eu li, nem ter as melhores personagens, nem o melhor final, mas pelo menos tem um grande inicio e meio que te faz grudar no livro e largar só no final. Divertido e engraçado na medida certa, com pitadas de mistério e aventura, A Livraria 24h do Mr. Penunbra é um bom passatempo e aprendizado àquelas mentes que gostam de informação sobre tecnologias. É um livro geek!

Resenha: Animais Fantásticos e onde Habitam – Newt Scamander

Titulo: Animais Fantásticos e onde Habitam

Escritor(a): Newt Scamander

Editora: Rocco

Paginas: 64

A acromântula é uma aranha monstruosa de oito olhos e dotada de fala humana, foi desenvolvida pelos bruxos para guardar suas casas ou tesouros… O basilisco, também chamado de rei das cobras, é verde-vivo e pode alcançar até quinze metros de comprimento. Sua criação foi declarada ilegal, desde a época medieval. O dragão é o animal mais mágico do mundo; seu couro, sangue, coração, fígado e chifre têm grandes propriedades ilusionistas.
Estas breves descrições são apenas uma amostra do que o leitor pode encontrar em Animais fantásticos & onde habitam , de J. K. Rowling, escrito sob o pseudônimo de Newt Scamander, e com prefácio do sábio Alvo Dumbledore. Ao livro, adotado pelos professores da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e considerado uma obra-prima, atribui-se a responsabilidade pelo bons resultados dos alunos nos exames de Trato das Criaturas Mágicas. E a obra não é recomendada só para estudantes. “Nenhuma casa bruxa está completa se não possuir um exemplar.” Trata-se de um guia com mais de 80 espécies de animais e seus respectivos hábitos, costumes e origem.
Este exemplar lançado no mundo dos trouxas (não-bruxos) é uma duplicata do Animais fantásticos & onde habitam de Harry Potter, editado, inclusive, com notas informativas que ele e seus amigos fizeram à margem das páginas. Segundo Scamander, Animais… já está em sua 52ª edição e esclarece, entre outras dúvidas, o significado de animal para a comunidade mágica; fornece sua classificação; a percepção dos trouxas sobre esses seres; ensina como e por que mantê-los ocultos em hábitats seguros, desobediência esta que incorre em multa; e faz um histórico das normas impostas pelo Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas do Ministério da Magia, ao longo dos séculos, para preservar as feras fantásticas e assegurar aos bruxos o prazer de apreciar seus poderes e beleza.
A escritora escocesa J. K. Rowling cedeu todos os direitos de publicação desta obra para a Comic Relief, uma organização humanitária criada por comediantes britânicos para ajudar crianças carentes. Eles usam o riso para combater a pobreza, a injustiça e a calamidade.
Por exigência da autora, os nomes dos animais foram mantidos na Língua Inglesa, com a tradução entre parênteses. 

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Resenha: Divergente – Verônica Roth

Titulo: Divergente (Divergent)

Escritor(a): Veronica Roth

Editora: Rocco

Páginas: 502

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.

A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.

E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Sempre tive vontade de ler Jogos Vorazes, mas como trilogias ou séries prefiro comprar todos os livros de uma vez (por isso não tenho nenhuma série), fiquei sem ler até agora. Só que Divergente, que nunca me deu aquela vontade de ler, entrou na estória. Só tem dois livros lançados até agora, tanto nos Eua como aqui, então comprar um por vez não faz diferença. Bom… falemos do livro e não das minhas loucuras.

O livro é interessante, daqueles que te prende na leitura e te transporta para dentro do livro. Quando eu não estava lendo ficava contando os minutos pra poder continuar a leitura e saber o que viria a seguir. Outro fato interessante é que como demorei uma semana pra ler (não é por causa do tamanho e sim por falta de tempo – dois capítulos por dia) o livro meio que se tornou um seriado. Cada dia assistia a dois episódios.

A estória da Chicago futurista dividida em cinco facções – Amizade, o nome já diz; Abnegação, primeiro os outros; Audácia, onde vive os corajosos; Franqueza, quer que desenhe?; e Erudição, os inteligentes que andam sempre com um livro na mão – e que todos que completem 16 anos tem que fazer um teste de aptidão pra ver qual facção ira escolher é bem elaborada, porque diferente de uma pessoa que li dizendo que achava meio impossível existir algo assim pois o ser-humano tem todas essas características não entendeu/não leu direito. No caso, cada pessoa tem uma inclinação a certa facção, mas mantém todas as características das outras, e quando ela escolhe uma aprende a utilizar somente aquela que combina com a facção. Por isso o teste de aptidão. Sinceramente, eu acho que eu enlouqueceria se tivesse que escolher apenas uma, porque apesar de gostar da Abnegação,  por exemplo, e concordar com algumas coisas, achei outras muito radicais, como poder se olhar no espelho apenas uma vez a cada três meses no segundo dia do mês. Sempre desejei que essa coisa toda de facção fosse destruída voltando ao que era antes, pois mesmo tendo boas intenções, ninguém merece viver tendo um pensamento tão robotizado.

Nossa escrevi demais e ao mesmo tempo não escrevi nada.

As personagens são bens feitas, despertando sua simpatia ou te fazendo roer as unhas de ódio. Beatrice, como protagonista, me fez sentir empatia por ela, gostei muito do seu jeito. Sua bochecha esquentando de raiva, sua transformação de bobinha pra sarcasticamente valente; seu jeito de pensar; tudo faz você gostar dela. Tobias, com seu jeitão misterioso, durão vai agradar mais as garotas, mas mesmo assim é divertido; alguns de seus atos é de dar medo e outros e de rir. Christina, piadista e engraçada te rouba risos; Will, Al, são apenas normais sem nada muito de especial – apesar de gostar quando Tris acha que Al gosta dela, cenas bem simpáticas. Gostei também da Tori, do Caleb nem tenho opinião formada e da mãe e o pai idem.

Mas a lista de vilões não te deixa ficar apenas feliz: Eric, Peter, Molly, Drew são apenas pessoas que a gente tem vontade de pular em cima e estrangular, principalmente Peter, que achei o pior vilão, que me enganou no início; que se mostrou um louco sedento por status. “Olha esse dai vai ser amigo da Tris!” HAHAHA! Fui tão tonto, me surpreendi.

Essa coisa toda de facção é um meio inteligente de mostrar o que as pessoas podem fazer pra tentar controlar o mal do ser humano, mesmo descobrindo depois que o mal sempre retorna a quem lhe da a chave de casa. E que nem mesmo as facções conseguem por muito tempo se manterem intactas, pessoas más sempre conseguem o poder e transformam toda a leis a seu favor. Enganam as pessoas dizendo que aquilo é o melhor a todos.

Se prepare pois essa mulher – Roth – adora dar fim aos personagens. Alguns necessários/compreensíveis e outros um tanto quanto tontos. Como a morte de uma personagem que achei muito ridícula, pois cometeu uma coisa terrível e depois se matou quando não teve o perdão da pessoa pra quem fez a coisa. Acho idiota pois aí a pessoa fica pensando “Se eu tivesse perdoado sera que ela/ele não teria se matado?”. Ninguém merece!

Não sei se foi eu ou a escritora, mas não consegui por muitas vezes visualizar muito bem o Fosso, o centro da Audácia, e saber se era dia ou noite. Fora isso, tudo foi bem legal e intrigante, despertando sua curiosidade a cada pagina.

O livro pelo que percebi serve mais como uma introdução a estória do que uma em si, a coisa só começa mesmo nos últimos capítulos. Insurgente deve ser aonde a coisa toda se desenrola, mostrando as facções sendo desfeitas e começando uma reforma na vida de todos.

Só não entendi direito se só Chicago é assim, ou todos os EUA também é desse jeito. Enfim, uma ótima leitura, que recomendo a todos que gostem de uma boa distopia – minha primeira distopia também – e um livro com momentos de ação, comédia, aventura. Leiam porque é bom.

Olha aí o teaser trailer da adaptação, parece ser um bom filme.

Até a próxima resenha! :).

Resenha: O Pacto – Joe Hill

Titulo: O Pacto (Horns)

Escritor(a): Joe Hill

Editora: Arqueiro

Páginas: 320

Ignatius Perrish sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida. Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade: Merrin é estuprada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro. Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres crescendo em suas têmporas. Descobre também algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seus pecados mais inconfessáveis. Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos estão contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seu irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora. Sozinho, sem ter aonde ir ou a quem recorrer, Ig vai descobrir que, quando as pessoas que você ama lhe viram as costas e sua vida se torna um inferno, ser o diabo não é tão mau assim.

Comecei a ler e logo nas primeiras páginas já me senti totalmente transportado para dentro da estória – que te faz ficar cada vez mais curioso -, só que, infelizmente não consegui carregar todo essa emoção ao final do livro, que digo sem dó: me decepcionou… e eu não esperava!

Ig Perrish é um homem que numa certa manhã, acorda sem memoria, sem saber o que fez no dia anterior, e que pra ajudar, percebe que tem protuberâncias na cabeça, coisas que se parecem (e se revelam ser) chifres. Mas não apenas nascem chifres nele, como também poderes. Toda vez que ele se aproxima de alguém, a pessoa começa a revelar seus pensamentos mais terríveis, e mais, quando ele as toca, automaticamente fica sabendo de tudo na vida da pessoa, seu nome, sua idade, culpas, temores, e tudo o mais da vida. A sinopse mais que explica tudo, então vamos a opinião.

O livro começou muito bom, eu não via a hora de Ig ver alguém pra poder saber qual revelação a pessoa iria fazer. E quando acontecia isso era uma pior que a outra. E você percebe o que as pessoas escondem por trás de caras e bocas de felicidade. Mostra o quanto as pessoas podem ser falsas com os outros e, até consigo mesmo, se enganando com uma mentira. E nem um padre, nem um médico estão livres disso.

Mas conforme foi passando as páginas eu comecei a sentir pouca de cumplicidade com o livro (na verdade, sim e não). O livro me grudava na leitura, era legal, só que ao mesmo tempo eu não conseguia ficar tão curioso porque os poderes de saber da vida das pessoas de Ig foi perdendo o fator surpresa, já tinha me acostumado. E ajudou muito as longas idas e voltas do livro ao passado, principalmente na parte do Lee para me fazer entediar.

Ig foi uma personagem que gostei porque ele não fica se lamentando pela morte de Merrin. Não que ele não sinta, pelo contrario, é só que ele não fica toda hora falando e chorando e mimimi. A Merrin não me fez sentir pena dela, foi horrível a forma como morreu? Sim, mas nem isso me fez ficar emocionado com isso. Não sei se isso afetou a leitura. O irmão do Ig, Terry, me pareceu por vezes rídiculo, aquele que sempre tenta ser o engraçado – mas que não passa de um tonto. Lee não foi um vilão que me fez nada de muito diferente. Foi só aquele sentimento de raiva pelo o que cometeu, o motivo pra ter feito. De restante achei o bem tosco. Já o restante é o restante.

O livro na verdade aborda situações que envolvem a religião, o amor, a confiança, os erros. Mas principalmente Deus vs. Diabo, que a todo momento o autor deixa uma pergunta:  Deus realmente existe? Ele nos ouve? Ele pode mudar nosso destino? Existe destino? Etc…! Creio que pára ler esse livro você deve estar sem preconceitos, de mente aberta, afinal, é um livro e não expressa – ás vezes –  a opinião do autor.

Mas voltando, o livro foi caminhando pra coisas cada vez mais legais, como, Ig virando o Diabo e ganhando poderes com isso, sendo imune ao fogo e tudo o mais. Pena que o Hill não aprofunde nessa parte. MAs quando chegou no final, a coisa desandou. Sabe quando um personagem ter superpoderes mas qualquer um pode ir lá e fazer o que quiser. Por exemplo, o Superman sendo derrotada por uma criança de 10 anos; não é ridículo? Depois disso a coisa foi ficando chata e fiasquento, até que chegou ao final onde me deu uma vontade de jogar o Joe no raio que o parta. Sabe aqueles finais ridículos, em que o vilão não tem o que merece, não do jeito que devia ter, e pior ainda, quando àquilo que a personagem principal buscou o livro inteiro não tem o final esperado. Não acontece. Isso foi o grande defeito do livro.

Enfim, já conhecia o trabalho de Joe Hill, resenhei o livro dele, A Estrada da Noite, e percebi esses mesmos errinhos que parecem segui-lo e ser fruto de sua escrita.

O livro tem seus pontos fortes, claro, mas ainda nota-se uma pequena falha no roteiro, que espero ter sido sanada no seu outro livro, O Pacto. Trecho da resenha da A Estrada da Noite.

O livro é bom mas poderia ter sido muito melhor, eu leria de novo sabendo o que esperar, mesmo não sendo o melhor livro que já li. Alguns dizem que esse livro é ótimo e blablablá, enfim, opiniões são Divergentes como se estivessem Em Chamas. Cada um tem a sua, eu não gostei, mas quem sabe vocÊ lê e acaba gostando!

Até a próxima resenha, que tal uma distopia. 🙂 ;).

As Crônicas de Nárnia – O Cavalo e seu Menino – C. S. Lewis

Titulo: O Cavalo e seu Menino

Escritor(a): C. S. Lewis

Editora: Martins Fontes

Paginas: 107

Ao saber que não era filho de Arsheesh, o pescador, o jovem Shasta decide fugir da cruel Calormânia. Na companhia do cavalo falante Bri, ele parte em direção ao Norte rumo a Nárnia, onde o ar é fresco e reina a liberdade. Em sua jornada pelo deserto árido, Shasta tenta imaginar o que estará esperando por ele adiante. Tudo parece tão vasto, desconhecido, solitário… e livre.

 

 

 

Mais um livro lido, mais um pra guardar no hall dos bons já lidos. Tudo bem, não é o melhor – melhor, melhor – que já li mas, mesmo assim, como os outros livros da série esse tem aquele quê que te faz gostar mesmo sem ser o melhor. Porque nem sempre uma estória precisa ser “do século” pra que criemos uma certa empatia.

Volto a escrever a mesma coisa: as personagens são tão rasas que não há espaço pra muita ligação emocional. É tudo muito morno – até demais. Você não tem como criar algo com as personagens; pelo menos eu não consegui. Obviamente, conseguimos sentir pena, raiva, alegria, mas é tudo simples. Isso, por outro lado, não faz do livro ruim, a escrita continua segura e precisa, sem enrolação sem ser tediosa. Talvez seja a coisa que mais gosto do livro. É tão curtinho que nem se percebe que já está lendo o final.

Gostei do Bri, o cavalo, e de Huin, a égua, que são bem divertidinhos e dão um pouco de graça para a trama. Aravis e Shasta, mais ou menos. É incrivel como tenho mais facilidade pra gostar de personagens animais à humanos. Não sempre, claro. Raiva senti do principezinho que me deu vontade de joga-lo num furacão. Achei o final dado a ele muito leve depois de tanta arrogância, egoismo, ego elevado e machismo; assim como seu pai, um imbecil que acha que só porque tem poder pode fazer o que quiser da população.

Isso é um dos pontos fortes do livro, falar sobre coisas que são erradas sem se tornar tedioso ou transparecer como moral. Percebemos no caso de Aravis, que estava sendo forçada pelo seu pai a casar com um homem velho apenas pelo dinheiro. Ou Shasta, que perdeu os pais e teve o azar de encontrar uma pessoa tão má como pai. Huin e Bri, tirados de seu lugar natal e forçados a viver como animais normais sem poder falar. Bem escondidinho, mas sempre ali, é o jeito de se escrever moral pra crianças.

A estória se passa na Era de Ouro quando Lucia, Susana, Edmundo e Pedro, governam Nárnia. Mas a maior parte se passa na Calormânia ou Arquelândia, uma terra parecida com o Egito. Não minto, me deu vontade de comer algumas especiarias de lá.

O livro é redondinho e bem feito, levando mais do que apenas diversão para os pequenos – e grandes. Com a aparição de Aslam, a festa está feita. Ótima leitura, recomendadíssimo!

As Cronicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa – C. S. Lewis

Titulo: O Leão, a Feticeira e o Gurda-Roupa.

Escritor(a): C. S. Lewis.

Editora: Martins Fontes.

Paginas: 184.

“Dizem que Aslam está a caminho. Talvez já tenha chegado”, sussurrou o Castor. Edmundo experimentou uma misteriosa sensação de horror. Pedro sentiu-se valente e vigoroso. Para Suzana, foi como se uma música deliciosa tivesse enchido o ar. E Lúcia teve aquele mesmo sentimento que nos desperta a chegada do verão. Assim, no coração da terra encantada de Nárnia, as crianças lançaram-se na mais excitante e mágica aventura que alguém já escreveu.

Simplesmente não dá pra não gostar dessa série, que a cada livro melhora e consegue te fazer ficar ansioso pelo próximo livro, mesmo mudando de personagens durante a série. Isso é culpa do C. S. Lewis e sua escrita tão cativante.

Lucia, Susana, Pedro e Edmundo são os irmãos Pevensie, que fugindo do bombardeio em Londres, na Segunda Guerra Mundial, vão morar na casa de um professor, no campo. Lá encontram um guarda-roupa que os leva até Nárnia, um país com seus próprios costumes, habitantes, e que infelizmente está sobre uma maldição colocada pela Rainha Branca (que não é rainha, se acha rainha). Não há mais verão, só inverno o ano todo. Mas a chegada dos irmãos pode ser a salvação de Nárnia, por que, pela profecia, a chegada de quatro filhos de Adão e Eva indica que o reinado da Rainha Branca está acabando.

Com a ajuda dos habitantes do país, como, um fauno chamado Sr. Tumnus, um casal de castores, e é claro Aslam, os irmãos derrotarão a feiticeira, se tornarão reis e rainha, e ainda livrará o mal de Nárnia.

Não tem outra, é começar a ler para rapidamente entrar de cabeça na estória e se perder por horas a fio pelo mundo de Nárnia. A escrita de Lewis é muito boa pelo fato de não ficar detalhando tudo, não ficar enchendo as paginas com descrições ou coisas que não fazem tanta importância para o entendimento do livro. Ele explica o que tem de explicar, e fim. Ponto final. Até por isso, o livro é bem curtinho e numa pagina pode acontecer varias coisas; o inicio da guerra e o seu fim, etc.

Mas uma coisa que até hoje estranho um pouco é o fato de não criar muita empatia com as personagens, não por elas, e sim por causa do Lewis que não consegue trabalhar as personagens pra isso. Você obviamente torce por elas, odeia-as, torce e chora, mas sem um grande apego. Isso não faz o livro ser ruim mas também não o ajuda a se tornar melhor. Os filmes mesmo que pouco, conseguem criar um pontada de empatia por elas, mas bem pouca.

Mesmo assim, Lúcia é a personagem que mais gosto, com seu jeitinho gentil e caridoso consegue me fazer cair em sua graça. O Sr. Tumnus, é legal e engraçadinho. Edmundo como sempre me dá nos nervos, pelo menos isso. Já os outros irmãos são chatos e desinteressantes. Aslam é o melhor, não sei o motivo mas a presença dele sempre me deixa feliz.

Enfim, é uma ótima série que te transporta pra outro mundo e que diverte bastante.

Aguardem mais resenhas. Até! :).

Resenha: As Crônicas de Nárnia – O Sobrinho do Mago – C. S. Lewis

Titulo: 1# O Sobrinho do Mago

Série: As Crônicas de Nárnia

Escritor(a): C. S. Lewis

Editora: Martins Fontes

Paginas: 98 (Volume Único)

Ano: 2002

A aventura começa quando Digory e Polly vão parar no gabinete secreto do excêntrico tio André. Ludibriada por ele, Polly toca o anel mágico e desaparece. Digory, aterrorizado, decide partir imediatamente em busca da amiga no Outro Mundo. Lá ele encontra Polly e, juntos, ouvem Aslam cantar sua canção ao criar o mundo encantado de Nárnia, repleto de sol, árvores, flores, relva e animais.

Já faz um tempo que eu estava querendo ler As Crônicas de Nárnia, e poder ver se era bom ou ruim – mesmo já achando bom antes – e comparar também com os filmes lançados. Na questão filme eu ainda não posso dizer muita coisa pois estou no comecinho do segundo livro em ordem cronológica: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, que está se mostrando bem promissor. Enfim, o primeiro livro é muito bom, prende a atenção e não tem aquelas barriguinhas – enche linguiça – e coisa e tal.

Digory é um menino que vive triste por causa da doença da sua mãe, da ausência do seu pai que esta trabalhando na Índia, e por estar morando com um tio louco, que diz ser feiticeiro. Até que ele faz amizade com Polly, sua vizinha, com quem troca algumas faiscas no inicio mas depois viram amigos. Ela mostra um túnel que tem na sua casa e que passa por toda as casas da rua. Os dois resolvem ir numa casa abandonada mas acabam calculando errado a distancia e entram no escritório do Tio André, que engana Polly e faz ela tocar num anel e desaparecer. Digory cobra explicações do tio, e depois de ouvir tudo o que seu tio tem a dizer vai atras dela. Juntos eles descobrem um bosque magico, um mundo com uma rainha perversa, e mais importante ainda, conseguem ver a criação de Nárnia.

O que eu reparei no livro e achei muito bom é o fato de como ele ser pequeno o escritor não fica enchendo as paginas com descrições gigantes, ou coisas sem importância. Tudo é muito sutil. As descrições não são chatas nem arrastadas. Não tem uma parte sequer com enrolação. Isso é muito bom num livro porque faz a gente sempre ficar com aquela vontade de ler, coisa que em muitos livros não acontece, ta naquela cena envolvente, contagiante, e de repente, entra uma descrição chata ou coisa parecida.

As personagens não me cativaram nem um pouco. Era como se eu torcesse pra elas só por só ter elas como protagonistas. Não senti uma empatia muito grande, coisa que eu acho meio chatinha num livro. A Polly é legal mas só, assim como Digory. O tio eu acho que era pra ser um alivio cômico que não deu certo; ele era louco numa forma não tão cativante – me lembrou o Jim Carey no filme Desventuras em Série, só quem sem muita graça -, e por vezes ele se mostrou meio misógino.

Mas tudo isso é ofuscado pela forma como o C. S. Lewis narra a estória, sempre com doses de humor e fantasia bem infantil. Afinal, é um livro infantil, até por isso o tamanho da estória. Mas não infantil como algo bobo e sim infantil como algo que só alguém que entende as crianças e tem um balde de imaginação consegue fazer. É simples e divertido.

Uma coisa que eu fiquei matutando um pouco foi que esse livro serve apenas como uma introdução explicativa de como surgiu Nárnia, e queria saber como eles vão criar um filme com esse livro, ja que esse não tem uma grande estória. Tem mas não tem, sabe? Sei la, esse livro foi feito porque o Lewis achou que tinha ficado algumas coisas sem explicação nos outros livros, e então eu achei que serve apenas pra isso, pra explicar, porque eu não vi uma estória igual aos outros livros. Eu imaginei ele sendo juntado com outro livro, ele sendo o inicio e depois o outro filme.

Outra coisa que eu achei nada ver é que o próximo filme vai ser esse livro que ordem cronológica é o primeiro e na de publicação é o sexto, e os filmes até então estava seguindo a ordem de lançamento. Vamos ver como vai ficar! Pena que esse livro não teve a mesma sorte que a série do Harry Potter, Crepúsculo, e Jogos Vorazes teve, de ter um filme quase todo ano, ou todo ano.

Mas é isso, leiam porque é muito bom mesmo. Leitura rápida e gratificante.

Isso é tudo pessoal! Até! :).