Resenha: Os Instrumentos Mortais: Cidades dos Ossos – Harald Zwart

 

Que nenhuma adaptação é perfeita nós sabemos, mas sempre esperamos pela melhor adaptação possivel, onde a fidelidade a seu produto inspirado seja a maior qualidade, e claro, se houver modificações que sejam bens feitas e façam o filme mais interessante que o livro – ou que fique no mesmo patamar. Mas nem sempre isso acontece, com essas ondas de adaptação consigo ver alguns encontrarem seu posto e muitos afundarem no mar de porcarias. Alguns fracassos são mais do que óbvios mas outros sofrem com a falta de interesse do público que por algum motivo não se interessou pelo mesmo, apesar de ter qualidade.

Clary Fray (Lilly Collins) presenciou um misterioso assassinato, mas ela não sabe o que fazer porque o corpo da vítima sumiu e parece que ninguém viu os envolvidos no crime. Para piorar a situação, sua mãe desapareceu sem deixar vestígios e agora ela precisa sair em busca dela em uma Nova Iorque diferente, repleta de demônios, magos, fadas, lobisomens, entre outros grupos igualmente fantásticos. Para ajudá-la, Fray conta com os amigos Simon (Robert Sheehan) e o caçador de demônios Jace Wayland (Jamie Campbell Bower), mas acaba se envolvendo também em uma complicada paixão. (Sinopse: Adoro Cinema.Isso que dá demorar pra resenhar).

Quero começar escrevendo, como alguém pode não gostar desse filme, principalmente se você levar em consideração que Crepúsculo fez o maior sucesso, e na minha opinião, não chega nem aos pés desse filme; pelo menos no que diz respeito à comprometimento a trama. O filme cumpre tudo o que parece ser necessário para que nos importemos com a trama e queramos acompanhar suas futuras continuações. Eu não sei o motivo do porque o público não gostou, e do fracasso subsequente, do filme, então fico pensando o que querem de um filme, sendo que uma hora uma porcaria faz sucesso e outra porcaria não.

As personagens são bem divertidas, principalmente o Jace que tem um jeito meio cachorro abandonado e que adora fazer piada, com certeza seria amigo dele. A Clary é bem corajosa e tem um bom entrosamentoi com os seus pares românticos, e por incrível que pareça eu não me chateei com o ramancezinho que tem ao longo do filme, e creio que sempre torci pelos dois. Simon é bem sem jeito mas é carismático; os outros dois irmãos são legalzinhos, apesar de achar que o homem deveria ter um plot maior e melhor trabalhado.

Esse filme tenta conversar sobre certas coisas do modo mais natural possível. como Alec que escancara de modo desfarçado o seu interesse em Jayce, ameaçando a Clary quando ela o ameaça a contar o que ele sente pelo amigo. Entre outras cositas más.

Os efeitos são bem simples, e pouco usado grandiosamente até porque o filme não precisa disso para contar a estória desse primeiro livro. E não me encomodou essa questão. As amquiagens foram muito bem feitas e fiquei até com medo daquele ser no cemitério que levou Clary e Jayce até a Cidades dos Ossos – que não tem nem muita importância nesse filme, vai enteder! E olha que publico final são os adolescentes.

Mas é claro que nem tudo são flores. Algumas coisas ficaram meio sem explicação, como por exemplo, o Hodges mudando de lado de uma hora para outra, ou o fato que o vilão da ytrama Valentim não chega a ser nenhum um pouco amedrontador, parece mais um bocózento. E Simon que foi atacado pelos vampiros não teve nenhum afetamento, quem sabe nos próximos filmes expliquem melhor isso, até porque é uma série de 6 livros e nem tudo vai ser detalhado no início.

Enfim, gostei muito desse filme e gostaria muito de que a continuação que vem por aí seja mais valorizada pelo público porque a trama é muito interessante, e essa junção de várias criaturas como, vampiros, lobisomens, demônios e tudo o mais não parece ser coisa a se ignorar. Os livros ainda não li, mas pretendo assim que puder ler e tirar minhas conclusões finais sobre essa adaptação que até o momento é muito boa.

 

Anúncios