Resenha: As Crônicas de Nárnia – Principe Caspian – C. S. Lewis

Titulo: Príncipe Caspian

Escritor(a): C. S. Lewis

Editora: Martins Fontes

Paginas: 215

“Tempos difíceis abateram-se sobre a terra encantada de Nárnia. Os dias de paz e liberdade, em que os animais, anões, árvores e flores viviam em absoluta paz e harmonia, estavam terminados. A guerra civil dividia o reino, e a destruição final estava próxima. O príncipe Cáspian, herdeiro legítimo do trono, decide trazer de volta o glorioso passado de Nárnia. Soprando sua trompa mágica, ele convoca Pedro, Suzana, Edmundo e Lúcia para ajudá-lo em sua difícil tarefa.”

Quanto tempo demorei pra voltar a ler essa série, estava lendo um atrás do outro e parei de ler, fui pra outros livros, voltei a ler os primeiros capítulos e fiquei um tempão sem ler, voltei a ler os sete primeiros capítulos e por uma semana só pensei em ler (porque ler que é bom nada) e hoje terminei de ler os capítulos restantes. Não sei o que foi direito mas esse livro apesar de ter me agradado não conseguiu me segurar muito na leitura.

Tudo começa quando Pedro, Susana, Lúcia e Edmundo estão numa ferroviaria e são transportados para Nárnia do nada, indo parar numa ilha tomada por florestas, e ruínas de um castelo que logo depois descobrem ser o antigo reino de Cair Paravel, onde por muito tempo eles reinaram. Mas se pergutam o que aconteceu pra tudo estar tão devastado como se tivesse passado séculos, sendo que fazia um ano desde a última vez que estiverem em Nárnia; pra logo depois se lembrarem que em Nárnia o tempo passa de uma forma diferente.

Enquanto passeavam pela ilha salvam um anão (Nikabrikk) que estava prestes a morrer afogado, salvam-o e ele lhes conta o que aconteceu a Nárnia. Caspian fugiu do castelo de seu tio depois que o mesmo ganhou um herdeiro. Antes, apesar de Miraz (o tio) não gostar de Caspian estava disposto a dar o reino á Caspian X, que era dele por direito, pois era o unico da família, mas depois de ter ganhado um sucessor de sangue a sua vontade era de acabar com o problema que seria Caspian. Tudo isso quem lhe contou foi Cornelius seu professor, um mestiço de anão e humano que indicou que o menino fugisse para escapar da morte. Na sua fuga o menino acaba caindo do cavalo e desmaiando, quem o salva~são um grupo de animais falantes, antigos moadores de Nárnia: um texugo, e dois anões. Quando acorda, Caspian conta tudo o que aconteceu a eles, resolvem então contra-atacar o reinado de Miraz. Para isso, enviam Nikabrikk e um esquilinho em cada direção: Nikabrikk vai em direção a Cair Paravel onde encontra os irmãos Pevensie.

Resumi um pouquinho a estória, como o livro é pequeno se ficar contando detalhe por detalhe não vai ter surpresa quando le-lo.

Dos irmãos não tenho muito o que dizer, gosto bastante da Lúcia por ser sempre esperta e tentar guiar os outros no caminho certo. E Edmundo que não suportava no filme está bem interessante e menos chato. Susana e Pedro são normalzinhos. Gostei bastante também do texugo Caça-Trufas, sempre inteligente, e o ratinho Ripchip é engraçadinho, tão pequeno e com tanta vitalidade.

Novamente elogio a escrita de C.S. Lewis sempre simples e direta ao ponto, uma maravilha para se ler. Assim como Nárnia que continua muito interessante com seus animais e vida própria, apesar de que os telmarinos tenham estragado-a completamente.

Os telmarinos são descendentes de piratas que sofreram um acidente com o navio e foram parar numa ilha. Viveram por lá e certo dia encontraram uma caverna que tinha um portal que acabou os levando à Telmar. Quando começou a haver escassez de comida os telmarinos se mudaram e encontraram Nárnia, acabando com tudo de mágico que havia por lá. Foi bem legal o Lewis ter contado isso.

É isso, não tenho muito mais o que comentar do livro, apenas que leiam e vejam como é um livro divertido. E lembrem-se sempre de Aslam que considero a melhor personagem. Até Mais, 😛 :).

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As Cronicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa – C. S. Lewis

Titulo: O Leão, a Feticeira e o Gurda-Roupa.

Escritor(a): C. S. Lewis.

Editora: Martins Fontes.

Paginas: 184.

“Dizem que Aslam está a caminho. Talvez já tenha chegado”, sussurrou o Castor. Edmundo experimentou uma misteriosa sensação de horror. Pedro sentiu-se valente e vigoroso. Para Suzana, foi como se uma música deliciosa tivesse enchido o ar. E Lúcia teve aquele mesmo sentimento que nos desperta a chegada do verão. Assim, no coração da terra encantada de Nárnia, as crianças lançaram-se na mais excitante e mágica aventura que alguém já escreveu.

Simplesmente não dá pra não gostar dessa série, que a cada livro melhora e consegue te fazer ficar ansioso pelo próximo livro, mesmo mudando de personagens durante a série. Isso é culpa do C. S. Lewis e sua escrita tão cativante.

Lucia, Susana, Pedro e Edmundo são os irmãos Pevensie, que fugindo do bombardeio em Londres, na Segunda Guerra Mundial, vão morar na casa de um professor, no campo. Lá encontram um guarda-roupa que os leva até Nárnia, um país com seus próprios costumes, habitantes, e que infelizmente está sobre uma maldição colocada pela Rainha Branca (que não é rainha, se acha rainha). Não há mais verão, só inverno o ano todo. Mas a chegada dos irmãos pode ser a salvação de Nárnia, por que, pela profecia, a chegada de quatro filhos de Adão e Eva indica que o reinado da Rainha Branca está acabando.

Com a ajuda dos habitantes do país, como, um fauno chamado Sr. Tumnus, um casal de castores, e é claro Aslam, os irmãos derrotarão a feiticeira, se tornarão reis e rainha, e ainda livrará o mal de Nárnia.

Não tem outra, é começar a ler para rapidamente entrar de cabeça na estória e se perder por horas a fio pelo mundo de Nárnia. A escrita de Lewis é muito boa pelo fato de não ficar detalhando tudo, não ficar enchendo as paginas com descrições ou coisas que não fazem tanta importância para o entendimento do livro. Ele explica o que tem de explicar, e fim. Ponto final. Até por isso, o livro é bem curtinho e numa pagina pode acontecer varias coisas; o inicio da guerra e o seu fim, etc.

Mas uma coisa que até hoje estranho um pouco é o fato de não criar muita empatia com as personagens, não por elas, e sim por causa do Lewis que não consegue trabalhar as personagens pra isso. Você obviamente torce por elas, odeia-as, torce e chora, mas sem um grande apego. Isso não faz o livro ser ruim mas também não o ajuda a se tornar melhor. Os filmes mesmo que pouco, conseguem criar um pontada de empatia por elas, mas bem pouca.

Mesmo assim, Lúcia é a personagem que mais gosto, com seu jeitinho gentil e caridoso consegue me fazer cair em sua graça. O Sr. Tumnus, é legal e engraçadinho. Edmundo como sempre me dá nos nervos, pelo menos isso. Já os outros irmãos são chatos e desinteressantes. Aslam é o melhor, não sei o motivo mas a presença dele sempre me deixa feliz.

Enfim, é uma ótima série que te transporta pra outro mundo e que diverte bastante.

Aguardem mais resenhas. Até! :).